terça-feira, 27 de setembro de 2011

:: Terça-feira, Novembro 16, 2004 ::
*acende cigarro, sente um pouco de dor devido a estar parecendo um tomate de tanto ter tomado sol* Bem, por onde posso começar? Sim, poderia fazer como milhares de blogs e contar sobre minha vida, especialmente as partes ruins dela. Mas isso non me faria nenhum bem real. Então vamos ao eventual desconcerto de palavras em busca de um sentido maior. Relacionamentos humanos... não. Relacionamentos. (Afinal, tenho um velho amigo q não aprecia o termo "humano", assim com outro que valoriza excessivamente esse termo.) O que nos faz ter um relacionamento com alguém? Inicialmente todos julgam que gostos comuns, idéias similares é que formam um bom relacionamento. Minha opnião? Merda. Pura e simplesmente. Não é necessário que as pessoas tenham gostos comuns, muito menos idéias similares. Afinal, uma ligação desse jeito, não forma um relacionamento. Forma uma família. E bem, diferente do resto do mundo, considero a família, não um pilar da sociedade, mas sim um impecilho. O fato de estar ligado a pessoas, muitas vezes, com ideais totalmente avessos aos seus, porém gostos e idéias similares, realmente não é algo que colabora com o desenvolvimento de alguém. Conheço raras pessoas que pertencem a uma família adorável. Dessas, poucas merecem estar lá. Portanto, é compreensível que a relação com outros seres humanos seja algo mais importante do que a relação familiar para mim.
Acredito que a principal razão de pessoas se relacionarem, são dois: tirar proveito e crescimento. Realmente acredito que discursar sobre pessoas se aproveitando de outras seja desnecessário no mundo de hoje. Ainda mais após ver um comercial veiculado em horário e canais infantis, de uma certa bolacha, onde se prega que o mundo realmente é dos espertos, e que tirar vantagem é algo "legal"... portanto, como sempre, em vez de ir pelo caminho volante, onde todos passam, prefiro enveredrar para o lado oposto. Pois como assim crescimento?
Pessoas se unem, (e reparem que o termo unir, não quer dizer relacionar) através de ideais. Ideais de vida. Pois através desses ideais, pessoas diferentes se agrupam e conversam. Através desse passo inicia, pessoas que tem um mínimo em comum, acabam se conhecendo melhor. Através disso, como sempre descobrimos, ninguém é realmente tão diferente. As únicas coisas que nos diferem, são a intensidade com que sentimos as coisas, como as sentimos, nossa capacidade de vê-las sob ângulos diferentes e por fim, como reagimos. Com ideais similares, quando não o mesmo, todas as diferenças cedem. O mais interessante é que tal fato, acaba por nos revelar outros modos de ver coisas, assim como aprendemos com as experiências dos outros. Com isso, crescemos. Nos tornamos maiores do que eramos antes. Assim como percebemos que já eramos grandes, e estamos ainda maiores.Ou seja, nos relacionamos para que possamos ser melhores do que fomos a um minuto atrás. Portanto quanto mais diferentes e variados são as pessoas com que você se relaciona, maiores as chances de você atingir um grau maior.
Heh... fantástico, não? Agora vamos ao outro lado da moeda. Muitas pessoas não buscam amizades diferentes. Se prendem a gostos estúpidos, seja metal melódico ou pagode, dá no mesmo. Prendem-se a um mundo menor, (sim, minha eterna discussão sobre pessoas não viverem no mundo, mas sim e bolhas-mundo isoladas do resto) onde o esteriótipo em relação aos outros predomina, assim como limita a visão do mundo em si. Preferem se manter seguras em sua abençoada ignorância do que tentar alcançar o máximo de seu potencial.
Bem, para mim, não importa muito a qual mundo você pertence. Não me guio por gostos. Busco apenas pessoas que buscam a liberdade. Seja de onde ela for, seja o que ela for. Eu não julgo ninguém, apesar de me acusarem de fazê-lo. A única coisa que faço, é apontar aquilo que realmente não concordo. Aquilo que não vejo como algo capaz de gerar mudanças boas nas pessoas. Se querem me condenar, olhem a si mesmos primeiro. E enquanto o fazem, que tipo de pessoa você é? não, melhor dizendo... que tipo de pessoa você pretende ser? Pois o presente é apenas a transitoriedade entre o que você foi e o que você quer ser.
E só para constar, se quiserem me tratar como se tivesse uma tarja em minha testa dizendo o que sou, se prepare para receber algo pior. Afinal, apesar de ter me tornado muito mais calmo e paciente, ainda não sou, e pretendo não ser jamais, uma flor que se cheire... *apaga cigarro, passa o hidratante nas partes onde dói mais, bebe um bom tanto de água e vai assistir Cowboy Bebop.*

Maybe it's my kookiness...
Such a lovely day, huh?

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