*acende cigarro* Carácter. Ou você tem, ou você não tem. Não existe um meio termo. Simples assim. Todos nós temos que fazer escolhas na vida. Pena que poucos percebem a totalidade e verdade escondidas nelas. Os caminhos da vida são quase sempre escuros, e sem coragem de pisar às cegas, preferimos ir pelo caminho "seguro".
Coragem. Ou você tem, ou você não tem. Não existe um meio termo. Simples assim. Todos nós temos que fazer escolhas na vida. Pena que poucos tem a coragem necessária para se manter em seus reais caminhos até o fim.
Carácter e coragem. Se você algum dia resolveu ser uma pessoa sincera, e não tiver essas duas coisas, esqueça. E óbviamente, você tem que ser impiedoso e piedoso na medida exata. Pois nada de real nessa vida se ganha sem dor. A dor nos faz pessoas mais reais. Sim, como já perceberam, o post não tem introdução. E daí?
Quando colocado contra a parede, e sejamos realistas, quantos de nós REALMENTE escolhe a guerra em vez da paz? Poucos. Muitos poucos. Pois quando nos encontramos no meio da guerra, e sentimos que nossas forças fraquejam, só queremos saber de paz. Descansar um pouco. Desistir de tudo um pouco. Pois raros entre nós tem a coragem e carácter de saber que se render, mesmo que seja por um curto período de tempo, é se render. E são essas poucas pessoas que são tidas como heróis, como pessoas dignas de nosso reconhecimento. Mesmo que não seja exatamente no momento. Pois poucos escolhem a verdade à falsidade. E todos acabam sendo admirados. Mas alguém já pensou em se por no outro lado? Não.
Ninguém se põe do outro lado. Ninguém consegue entender. De que serviu toda a inteligência de Einstein? Para que encontrasse a felicidade? Não. De que serviu toda a experiência de vida de Richard Burton (explorador do período vitoriano)? Para que encontrasse a felicidade? Não. De que serviu toda a cultura de Wilde? Para que encontrasse a felicidade? Não. De que serviu a sensdibilidade de Virgínia Wolfe? Para que encontrasse a felicidade? Não. Posso dar milhares de exemplos de pessoas com grande conhecimentos, dons, etc, cuja única coisa que receberam por terem tais qualidades foi a solidão.
Solidão? Sim. Solidão. Einstein, Burton, Wilde, Wolfe, entre milhares de outras pessoas enormemente admiradas só conheceram solidão em suas vidas. Solidão. Conhecimento, inteligência, cultura, sensibilidade, etc, essas pequenas coisas presentes em todos nós, quando atingem um nível acima dos demais, não nos torna melhores. Como disse Graciliano : "Somos uns animais diferentes dos outros, provavelmente inferiores aos outros, duma sensibilidade excessiva, duma vaidade imensa que nos afasta dos que não são doentes como nós." Isso nos distância. Não concordo com a parte sobre sermos inferiores. Ninguém é inferior ou superior a nada. Somos todos iguais. O que nos diferencia são as adversidades em nossas vidas. Essa distância que existe para com as pessoas normais, é o que acaba matando. Não há compreensão. Não há entendimento. Não há intimidade. Muito se perde quando se atinge um patamar acima da normalidade.
E quando perguntados se ter tal potencial os realizava e compensava, todos responderam, cada um a sua maneira, que não. Portanto, sempre que você considerar que alguém é merecedor de sua admiração, não pense que isso o fará se sentir melhor. Pois nem sempre é verdade. *apaga cigarro. Continua ouvindo Numb - U2, acende um novo e mata a garrafa de vinho que estava ao lado.*
Maybe it´s my kookiness...
Such a lovely day, huh?
Reminiscências de um andarilho em sua passagem pelo mundo mortal e humano. As histórias de suas desilusões, seus devaneios perdidos, sonhos e pesadelos, horror, loucura, luxúria, cinismo, sarcasmo, entre outros defeitos. Em si, um vislumbre da escuridão onde a luz brilha em esplendor.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
:: Quarta-feira, Dezembro 01, 2004 ::
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