terça-feira, 27 de setembro de 2011

:: Segunda-feira, Setembro 01, 2003 ::
*acende cigarro e sorri ao vento frio* Pois bem. O caminho começou. E seu peso logo no início já quase faz com que minhas pernas se dobrem. Mas não, vou continuar, preciso. Logo no início as dificuldades são muitas. Para seguir em frente devo estar livre. E prender as amarras foi muito doloroso. Ainda o é. Mas a dor é a única maneira de saber q se está vivo. O peso de tudo volta a meu peito. Mas o cansaço, o desânimo, não existem mais. A tempestade que abalou meu interior passou, o ciclone e toda sua destruição acabou. Os últimos destroços de minha vida caíram. Tudo tem um cheiro novo. Desconhecido. Nada mais resta do que fora. O ar deveria estar parado. Mas uma suave brisa começa a se fazer sentir. O primeiro passo dado, os outros são consequência. Onde o caminho me levará? Não sei. Não posso dizer. Só sei que a caminhada irá acabar quando meu corpo morrer. E aí não será o fim do caminho, mas sim o começo da verdadeira busca.
Muitos já invejaram minha vida. Muitos ainda o fazem, sem saber o peso de sua intensidade. um peso que faria a maioria cair prostada. Nunca foi fácil viver. Nunca foi fácil escolher. Não para mim. Em certos momentos, acredito que minha proximidade só é capaz de trazer dor e sofrimento. Mas em sua grande maioria, percebo que a dor e sofrimento que causo, é neutralizada pela alegria e cura que faço. Infelizmente meu destino é sempre estar nas sombras, amparando aqueles que nelas caem, e lhes mostrar o caminho de volta. Nem sempre consigo. Mas nada posso fazer a não ser sorrir e desaparecer nas trevas mais uma vez. Não por carinho pelos que se vão. Não por crueldade pelos que dela não sairam. Sorrio pelo prazer de sorrir. De saber que apesar de tudo, sigo meu caminho. Cada vez mais livre. Cada vez com menos coisas me prendendo. Cada vez mais livre para voar pelos céus.
Sorrio por esse motivo. Por saber que a vida sempre me revela surpresas. Boas, más... não importa. Sua mutabilidade, o simples fato de saber que a vida é como o céu, livre, imprevissível, me dá forças. Impele-me a seguir em frente. Cada vez mais me torno um borrão nos céus... cada vez mais parte dele. *apaga o cigarro, e sai cantarolando "mint car" do Cure*

See ya in the desert skies

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