*acende cigarro* Pois bem... uma semana de diversos problemas, porém tudo resolvido na conversa. As vezes me assusto com o poder da palavra. Acho tão fantástico saber que as pessoas realmente conseguem escutar umas as outras. A palavra. Algo tão comum, ridículo até, algo que todos nós sempre estamos usando. Incróvel seu poder. Tanto para solucionar problemas ou para criá-los. Não senhoras e senhores, não irei fazer demagogia, ou fazer como já vi em alguns blogs ridículos por ai de ficar falando que a guerra é boa sem motivo algum para isso. Não. Inocentes morrem. E daí? Eles morrem aos milhares todos os dias no mundo. Não importa muito se vão morrer por uma guerra ou por viver... Dane-se eles... como já foi dito, "ninguém é inocente" e é a mais pura verdade. Dane-se os danos físicos dessa guerra. O que acho interessante são os danos monetários. Sim! Pois como sempre falo, os EUA estão com merda até o pescoço. Economia em desaquecimento acelerado, recessão, inflação subindo, etc. E o mais interessante: o governo Bush é realmente algo que beira o nazismo! Pois conversando com certos amigos que moram lá, descobri que a divulgação da guerra lá é mínima! Apenas dizem que o Iraque é ruim e falam que derrubar Saddan é bom para o mundo. Incrível não? Tudo isso causado pelo uso deturpado de uma coisinha: a palavra.
Como artista, (escritor na verdade...) me sinto um tanto ultrajado por tantas pessoas fazerem gato e sapato com a minha matéria-prima. Porra! Não me sinto mal com a guerra, danem-se as pessoas! Por que os artistas do mundo ficam chiando? Eles na verdade não percebem o óbvio! Eles estão usando-nos! Usando nossa matéria-prima! A imagem das artes visuais! A encenação da dramaturgia! E a palavra! Porra! É absurdo isso! *arremessa cigarro pela janela e acende outro cigarro*
Afinal, será que a raça humana não considera nada verdadeiramente sagrado? A arte, a comunicação, a informação? Nada?! Espero que não venha nenhum palhaço me encher com demagogias, a raça humana é algo do mais patético que já se foi visto em todos os tempos! Felizmente concordo com Graciliano Ramos, nós artistas somos pessoas a parte, diferentes. Não somos como os outros. Eu particularmente me orgulho disso. Prefiro ser tido a beira da humanidade do que fazer parte dela. E dane-se porque meu ombro ainda dói e estou de saco cheio de escrever aqui. *levanta e vai beber algo... de preferência alcóolico...*
Reminiscências de um andarilho em sua passagem pelo mundo mortal e humano. As histórias de suas desilusões, seus devaneios perdidos, sonhos e pesadelos, horror, loucura, luxúria, cinismo, sarcasmo, entre outros defeitos. Em si, um vislumbre da escuridão onde a luz brilha em esplendor.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
:: Sexta-feira, Março 21, 2003 ::
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