terça-feira, 27 de setembro de 2011

:: Domingo, Março 14, 2004 ::
*acende cigarro* É. Faz um bom tempo desde a última vez que passei por aqui. Um bom tempo. Final da faculdade, escrever monografia, portanto meu livro será arquivado até o fim da monografia. Heh... sabe, as vezes realmente me pergunto o porque de existir. Realmente esse mundo não é para mim. Pessoas julgam pelo modo como você se veste. É algo de estarrecedor você ser você mesmo, não só pelo bem que isso lhe faz. Pois a dura realidade é que causa muito mais mal do que não o ser. Olhe no espelho, o que você julga ser é o que os outros dizem que é? Se a resposta for não, tudo bem... quase todas as pessoas do mundo não o é. Preferem se esconder sob uma máscara. Mas se disse sim, tenho pena. Pois eu também digo sim ao olhar no espelho. A fachada de pessoa má e cruel que uso, é apenas para afastar as pessoas que não me agradam Qualquer pessoa que me conhece sabe o idiota que sou. Dizem que sou doce, delicado, sensível, etc. Mas também sabem que as vezes sou violento, agressivo, cínico, etc. Afinal, apesar de tudo, admito ser o que sou. Mas isso não é algo bom. Acredita que quem se esconde, gosta de ver que você não o faz e saber que pessoas não só te aceitam, como você mesmo ama ser assim? Não. Eles se irritam. E se você não faz questão alguma de tentar se aproximar delas, começam a odiar. Inveja, incompreensão, ódio. Por mais que falem que não, isso tudo faz parte da natureza humana... e se quer saber, é a maior parte. Todos escondem as sombras de seu interior, e se por acaso, não o fazem, todos os outros te odiarão por isso. Ninguém gosta de ver aquilo que esconde. A natureza humana, ao menos no meu ponto de vista, é podre. Afinal, uma raça que só se tornou dominante porque matou todas as outras que poderiam "concorrer" contra ela, só podia ser podre. O mundo atual, colabora ainda mais para isso. Afinal, dinheiro é o que todos querem. Dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Não é?
Não. Ao menos não para mim. E gostaria muito de acreditar que realmente há mais pessoas que pensassem assim. Mas não há muitas.
Sabem, após muito tempo, encontrei a paz nos braços de uma certa mulher. Porém, pelo modo de ser característico meu, sua família não gostou de mim. Com o tempo, essa mulher começou a desabrochar, começou a falar o que pensava também. Começou a ver que na verdade, aparências, dinheiro, luxo, etc, não passam de bens dispensáveis. Viu que a vida, não é isso. Que na verdade os sentimentos valem muito mais do que qualquer coisa. Que ser feliz é a única coisa que realmente importa. Que muitos correm atrás dela, mas acabam se perdendo no caminho. e acreditem, a família dela, que não acredita que ser feliz é mais importante do que ser aceito pela "sociedade" e ter grana, não gostou. Porém, isso é algo que ela mesma já acreditava. Mas nunca falou, pois nunca teve apoio. Julgaram portanto que o culpado era eu. E começou a guerra. Estou ameaçado de morte. Vi a mulher que mais amo ser arrastada para longe de mim enquanto se debatia gritava e chorava. Ouvi seu pai me chamar de depravado, marginal, etc. Ouvi-o dizer que sua filha era PROPRIEDADE dele. E sabem o que é pior? Não poder fazer nada. Absolutamente nada...
O pior é que foi arrastada por eles. Foi maltratada por eles. É tida como um objeto bonito, apenas um rostinho bonito, quando sabe que não é só isso. Odeia isso. E apesar de tudo, não quis falar comigo. Preferiu "ficar só e pensar. Eu preciso disso." Podem me chamar do que quiser. Eu falei a ela, que não, que jamais vai me perder. Mas parece que sou eu que estou perdendo-a.
Sinceramente, esqueçam o que já falei. A felicidade não me é permitida. Mas eu espero de coração que vocês a alcançem. Não por mim, nem por ninguém. Mas por vocês mesmos.
Não quero palavras doces. Não quero que digam que tudo vai melhorar. Não quero que me dêem conselhos. Queria apenas ela junto a mim. Queria nunca ter tido multiplsa personalidades e esse fato não abalasse minha psique. Mas não adianta querer apenas. Não adianta ter esperanças, espectativas. Apenas vejo os fatos e deles tiro conclusões. Sou um fatalista.
Mas apesar de tudo, sonhem. Pois apesar de tudo ainda sonho. Mesmo sabendo que alguns são impossíveis. Sonhem, e tentem alcançá-los. Apenas continuem sonhando... *apaga cigarro, chora um pouco e decide que talvez seja hora de tirar a âncora da cidade que ama e ir andejar pelo mundo. E continua ouvindo "It can´t rain all the time", pois prefere acreditar que o amor vai prevalecer... ao menos por enquantoainda tenta se agarrar a essas palavras.*

Life is but a dream...

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