terça-feira, 27 de setembro de 2011

:: Sexta-feira, Setembro 17, 2004 ::
*acende cigarro* Dizem que o paraíso do cínico, é quando tudo dá errado... por esse ângulo minha vida está um Paraíso quase completo. Finalmente a música volta a minha vida. Dessa vez espero que se mantenha por MUITO tempo.
Ultimamente tenho ouvido muito Brit Pop. Bandas que poucos conhecem a fundo... Pulp, London Suede, Verve... como meu irmão chama essas bandas, Brit Fag. E bem... no caso do Pulp e Suede, ele não está errado. Mas foda-se isso. Afinal, o que me diverte e aprecio nessas bandas, são as letras cínicas, maldosas e disparando farpas, as melodias dançantes e de acompanhamento fácil e a postura deles. Totais aberrações para o padrão do mundo, e mesmo assim com uma certeza de serem o que são. Algo que realmente me agrada, pois é da mesma forma que vivo.
Pensando por esse ponto, relendo meus posts, pensando sobre o público cada vez mais distante do que foi originalmente (hoje os conhecidos pasam por ele, mas a grande maioria é de desconhecidos), pensando sobre muitas coisas na vida, resolvi fazer uma apresentação. Ok, ok... esse deveria ser o primeiro post, certo? Pois é... considerando que esse blog existe a alguns anos já, bem... as coisas mudam, pessoas mudam... o que não muda é merda. Literalmente. Mas isso ocorre por outro motivo também... o "slogan" "See ya in the desert skies" foi morto. Sim, senhoras e senhores, ele foi morto. O período de observação às estrelas acabou. (não que eu non continue amando o céu sem estrelas) Como disse, TUDO TEM QUE MUDAR e a hora chegou. Esperem ansiosamente pelas minhas últimas palavras... heh. *aumenta o som de London Suede - Picnic by the motor way*

Olá. Meu nome é Ingo Siegfried Kanegae Kohlmann. Sim, o nome é estranho. Assim como eu. Filho de pai alemão e mãe japonesa. Sim, sou loiro, mas felizmente anos tingindo o cabelo e sem tomar sol o deixaram castanho escuro. Infelizmente um pouco de sol sobre eles podem deixá-los com impressões de serem desde ruivos até loiro claro. Orelha esquerda furada. Cinco vezes. Corrente também de prata. Pequeno Ankh pendurado. Sim, somente uso prata. Outros metais me incomodam a pele, ou detesto a sua coloração. Odeio ouro. Outros detalhes físicos? Hum... magro. Porém musculoso. Cabelo longo, até o final das costas. Miope, portanto sempre de óculos. Geralmente (quando possível na verdade) de óculos escuros, motivo: hipersensibilidade da retina em nível médio. Luz muito forte, principalmente natural, me fere MUITO os olhos. Porém recebo visão noturna muito mais acurada do que o normal. Sim, mais aberrações, número de bastonetes na retina é muito maior do que o normal. Também detenho um certo faro. Sim, como o de um animal. Sim, sou um pouco animalesco nos sentidos. Língua muito longa. Ah, e óbvio. Cigarro no canto da boca. Hã, bem... ele se mantém a tanto tempo ali que é quase um prolongamento do corpo. E o eterno e horrendo fator de cura. (horrendo pois com o tempo minhas cicatrizes desaparecem e dificultam enormemente a minha capacidade de ficar bêbado.)
Hum... dados psicológicos. Naturalmente bem-humorado, pois não gosto de descontar meus problemas sobre os outros. Poucos problemas na vida também me levam a tentar ajudar as pessoas ao meu redor, e o faço para matar o tempo. Porém levo o assunto muito a sério. Paciente ao extremo, porém de pavio extremamente curto. Pouco adepto da violência: me humilhem, riam de mim, cuspam na minha cara, não me importo. Levante a mão contra algum amigo/a, tente ferir uma criança, mulher ou animal na minha frente, e você é um homem morto (ou quase) em questão de segundos. Segundos MESMO. Compulsivo por conversas. Incapaz de conseguir paz. Não por falta de tentar, mas sim pois minha própria natureza impedir-me de conseguir fazê-lo. Totalmente deslocado no tempo/espaço. Não sou um homem de meu tempo. Educado, cavalheiresco, apto a conversar desde um prêmio Nobel até um gari tomando cafézinho. Não me sinto pertencente a lugar algum. Um bom tanto misterioso, mas capaz de te contar milhões de histórias, e mesmo assim, não todas. Apesar de sempre acompanhado, sempre solitário. E detenho uma faceta extremamente sombria: sádico em nível obceno, incapaz de sentir culpa ou remorso, e que na verdade se delicia durante uma briga de morte, sendo capaz d gargalhar enquanto espanca alguém. Porém, um nobre, como já dito anteriormente.
Psicológicamente estável. Diversos psiquiatras e psicólogos afirmam que não preciso de tratamento, pois além de deter um firmeza hérculea sobre meus ideais romanticos, sou capaz perfeitamente de viver e realizar coisas a parte dele. Apesar do inferno de vida que teve desde a infância, soube superar e driblar os problemas que teve. Único problema existente: CMP controlado e ancorado em uma única personalidade.
Emocionalmente... bem, sou um homem capaz de chorar vendo a morte do Bambi, gargalhar enquanto vê Faces da Morte (original), porém muito raramente choro na vida real. Enfureço-me raramente. E quando o faço, corram. Apto a frenesis onde destruo tudo ao redor. Contenho literalmente um animal selvagem dentro de mim.
Trabalhei das mais diversas funções: barman, striper, hitman à contador, auxiliar de advocacia, professor. A última opção é a minha profissão. A facilidade que tenho em escrever e me expressar, assim como a imaginação um pouco deturpada, também me inclinam à ser um escritor. A mesma coisa, mais o plus de sensibilidade e pensamento diferenciado me levam a ser um artista plástico elogiado por alguns trabalhos.
Sonhos? Muitos. Diversos. Luto por eles. Sempre. O meu e o de outros.
Fé? Arcaica. Uma religião de diversos deuses, não nego à nenhum. Assim como não sirvo à nenhum. Faço o melhor que posso, por mim e por todos. Acredito que a humanidade só voltará a ser feliz quando pudermos voltar a sonhar sem amarras.
Desejo? Nada. Não acredito em caminhos mais fáceis. Prefiro sempre os mais difíceis.
Ambição? Nula praticamente.
Morte? Não tenho medo. Nem de nada. Quando o tiverm farei o que sempre fiz: encarar de frente e sobrepujá-lo.
Anseio? Compreensão. Pois nunca tive, e acredito não ter nunca.
Nada mais a acrescentar. Há não ser por palavras de amigos... dizem que sou a pessoa mais doce do mundo. Que sou o melhor amigo que se pode ter. Que sou um amor...
Enfim, é isso. Nada a mais, nada a menos. Apenas um homem na multidão, lutando contra a maré de pessoas... *apaga cigarro, cantarola "Bittersweet symphony", por uma questão de auto-afirmação, enquanto vai andando em direção ao nada e além...*

Maybe it's my kookiness... Such a lovely day, huh?

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