terça-feira, 27 de setembro de 2011

:: Quinta-feira, Agosto 12, 2004 ::
*acende cigarro, ouvindo a trilha sonora de FLCL* Pois bem senhoras e senhores leitores. 23 anos. Um dia. Apenas mais um dia na vida. Porém, como de costume, meu aniversários são eventos negros. Péssimos. E nesse ano, apesar de ter encontrado a mulher de minha vida, minha Cereja, houveram eventos muito negros. Os amigos sabem. Traições, pessoas tidas como confiáveis se mostrando mesquinhas e repulsivas. Dogville.A natureza humana é muito, muito fraca. Porém algumas pessoas conseguem superar tal condição miserável. Meus filhos, irmãos, amigos, velhos ou novos, são pessoas das quais me orgulho de ter ao meu lado. Dos filhos, temos muitos dos quais me orgulho: João, Milho, Priori, Aroldo, etc. Dos irmãos, entre os muitos, os que se destacam: André, Fernando vulgo Lekabel, César vulgo Alpha, Alexandre, Michel, etc. Dos amigos, velhos ou novos temos os quais me orgulho: Douglas, Di vulgo Dielise Pro-anna, Japa, etc. Para não parecer sexista, também temos, na mesma ordem respectiva: Andréia, Márcia vulgo Demona, Simone, Mariana vulgo Magrela (XD), Daniela, Patrícia... são tantas as pessoas. São tais pessoas que eu tenho orgulho de chamar de família. Somos a Família. Todos esses citados, e muitos outros, são integrantes dela. Pessoas que amo. E fodam-se os que me chamarem de frouxo. Pois a verdade meus caros, é simples: não confie em seu sangue. Não confie em algo que é imposto como obrigatório. Os verdadeiros laços familiares são aqueles que são oferecidos espontâneamente. Digo pela experiência de ter sido apunhalado nas costas diversas vezes.
Mudando o assunto em um ângulo de 180 graus... Algo que muitos, inclusive a própria deve estranhar, é a presença da srta. Dielise Pró-anna. Provavelmente ela própria estranhará. É jovem, inteligente, porém se auto-menospreza. E sim, como ela própria já disse, é anoréxica, ou como digo, está anoréxica. Fato pelo qual falo com um certo orgulho, pois ela se dispõe a se mostrar como é. Sem reservas. Mostrando os próprios defeitos, e inseguranças, como eu me mostro. Tanto que ela mereceu o direito de estar ali ao lado. E muitos provavelmente irão estranhar, até mesmo atacar. Nas palavras iniciais desse blog, fodam-se. Sim, sou pró-anna. Sim, sei o que é passar mal por fome, desmaiar e o cabelo cair. No meu caso, não foi por opção. Mas anoréxicas que se dispoem a tal situação voluntáriamente, não as culpo. Culpo essa sociedade. Mas também não vou fazer discursos defendendo a anorexia. Muitas/os deles, já escreveram textos fantásticos defendendo sua posição. Inclusive a Dielise.
O ponto crucial do post é o mesmo de todos os outros: a sociedade. Mas dessa vez, não algo velado e inerente, escondido nas entrelinhas. Dessa vez é escancarado. Certos acontecimentos me levaram a questionar minha relação com a sociedade. Um relacionamento profundo e inerente à ambos. Valores? Não. Essência. A Essência de minha existência. Liberdade. Liberdade para todos. O que ela me responde com: Liberdade. Dentro dos meus moldes.
A questão? Viver com medo, seja de se ferir, de não aceitação, milhares deles, OU Viver sem medo, se ferindo, não sendo aceito, milhares deles. A sociedade, e seus protetores máximos, os psicólogos, são a mais plena encarnação da sociedade. Um psicólogo, essêncialmente lida com as emoções de uma pessoa... Porém, o faz de maneira lógica. Preferem que você se adeque do que você ser o que é. É mais racional se adequar do que lutar a vida toda. Porém, não é o melhor. Prefiro viver deslocado, me ferindo, pondo a mim mesmo em risco, do que viver enjaulado dentro das grades do medo. O medo foi necessário para a evolução. Não o questiono. Mas como sempre digo, uma hora todos DEVEM superar os pais. E se o nosso "pai evolucionário" foi o medo, acredito que já está mais do que na hora de superarmos os primatas. Pois um primata não arrisca a vida por outra pessoa. Nem por seu próprio filhote. "Mas mães defendem seus filhotes". Sim, mas no reino animal, você jamais verá uma mãe sacrificar a sua vida por seus filhos. O ser humano, apesar de falho, raramente o faz realmente. Porém, exceções como eu arriscaria a vida por qualquer um dos acima citados. Sem pestanejar ou ponderar. Posso ser louco. Não me importo. Em si, como a Alpha me disse a pouco, sou um romântico vivendo no mundo capitalista. Ou como eu próprio adimito em meus nicks: um Swashbuckler. Um "LoneSmoker" em apologia velada ao Lone Strider, O Cavaleiro Solitário.
Porém meu queridos e caros leitores/as... não se enganem jamais comigo. Sou Mal por natureza, porém sou bondoso. *apaga cigarro, cantarolando a música-tema do episódio final de FLCL, Furi Kuri, como quiserem...*

See ya in the desert skies

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