terça-feira, 27 de setembro de 2011

:: Segunda-feira, Março 29, 2004 ::
*acende cigarro* Incrível... às vezes não há como não traçar um perfil parecido entre certa personagem chamado John Constantine e eu. Vejamos, ele tem uma vida extremamente fudida, apesar de não querer; vive enfiado em problemas, os quais raramente são dele; sua família parece normal, mas é incrívelment estranha; mexe com ocultismo de forma particular; e como diz o velho Chaz:Porra John você não consegue nem manter seus amigos vivos??? Pois é. Soube recentemente que mais um velho amigo, o Bola, falesceu. Pois é... e antes que eu começe com minhas reticências exageradas de sempre, friso aqui: não, não terminei com minha Cereja, nãopretendo fazê-lo, e sim, tudo de certa forma se arrumou. Não que a família dela morreu, quero dizer parou de implicar comigo. Mas que simplesmente arranjamos uma forma de nos ver, o que realmente me alivia a vida. Faculdade também serve pra isso...
Pois bem, muita gente estranha como tanta gente como apesar de tudo, a morte de meus amigos não me afeta tanto. Não, não quer dizer que estou pouco me fudendo para eles. Apenas sigo um preceito da minha religião: não vou ficar lastimando o ocorrido. Foi-se. Afinal, o que prefere? Ficar se lastimando, chorando sobre o cadáver dele, ou seguir em frente, sabendo quais de suas decisões ele gostaria, quais ele aprovaria e quais não? Prefiro a segunda. Todos que passam por minha vida, acabo de certa forma "assimilando". Por que? Porque meus amigos no geral, tem uma intimidade tão grande comigo, sabemos tanto um sobre o outro que não há necessidade de se ver. Sei como eles agiriam, sei o que falariam. Afinal de contas, somos amigos.
Não que não precise vê-los, ou não sinta sua falta. Não sinto falta por um desvio comportamental. Mas não quer dizer que não tenha prazer em reve-los, que não sofra um pouco por não estarem vivos. Apenas sei que estão bem. Não estão sofrendo. E que talvez estejam em algum lugar mais agradável, como Paradisia, Inferno (porque não creio no inferno cristão), Arcádia, Nod, ou outros lugares agradáveis... afinal, nossa passagem aqui, não é permanente, nem é obrigatória. Passamos aqui para ajudar pessoas, aprender, evoluir, e blablablá. Assim como podemos fazê-lo em qualquer outro plano.
Mas algumas pessoas nos marcam. Nos ferem, ou curam, ou ajudam, ou etc, tanto, que não podemos deixar de chorar um pouco. Não é o caso do Bola. Apesar de conhecer pouquíssimas pessoas que jogassem RPG tão bem, fossem tão engraçadas, e aguentasse tanta cerveja, não éramos o que chamamos de "chegados". Nos viamos pouco, mas quando o fazíamos, riamos muito, nos divertíamos. Nunca contei problemas meus para ele, nem ele para mim. Não que não nos imortasse, mas que apenas por nos vermos tão pouco, não queríamos estragar o momento.
Diferente de outros, como por exemplo o velho Alpha. O qual se ver mais de 5 vezes num ano, é milagre. O bom Alphinha, é uma pessoa calma e gentil, como poucos que conheço. Ou as porcarias dos meus irmãos (e frizo aqui que também não sou nada que preste) que vejo alguns com mais frequência e outros nem tanto, mas sempre estão em meu coração. Meus amados filhotes, minhas velhas amigas e amigos, algumas poucas ex, que conto no dedo quantas realmente me importaram, e atualmente, acima de todos, minha Cereja.
Emfim, perdi mais um amigo. Tenho mais amigos mortos do que minha mãe conseguiu juntar em seus 64 anos de vida. Mundo diferente e violento? Não creio. Apenas que eles completaram seus ciclos por aqui de maneira mais curta. E em alguns casos, de maneira meteórica. Como o meu pai, o velho Tchello. Que hoje em dia sou mais velho do que ele em sua morte. A perda em si, dói, mas não quer dizer que devamos sentar e lastimar. Apenas que devemos seguir em frente. E eventualmente sorrindo. Ou chorando, ou qualquer outra coisa. Afinal de contas, a vida é isso. Alegria, tristeza, prazer e dor. A proporção pode ser diferente, mas todos nós temos um pouco em nossas vidas.
Portanto sorria, dê o seu melhor. Afinal, deixar sua marca nas pessoas é difícil, mas não imposível. *apaga cigarro, dá um sorriso e põe a abertura de Hellsing para tocar, enquanto acende outro cigarro e toma um bom tanto de Fanta Citrus, enquanto continua se matando com a monografia*

See ya in the desert skies

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