terça-feira, 27 de setembro de 2011

:: Segunda-feira, Janeiro 26, 2004 ::
*acende cigarro* Bem, bem, bem... mais uma vez as férias se dirigem a seu desfecho. O final é iminente, assim como o desejo de ter postado mais, mas nada que realmente faça a diferença. Afinal, finalmente pode-se dizer que encontrei a paz que sempre busquei. Não apenas em mim, mas nos braços de certa Cereja... (não Babsi, não é você) Pois os fatos dessas férias são realmente relevantes, mas não aparecem aqui por razões óbvias. Esse blog não se trata de minha vida. Sobre o que falar? Sobre o governo que está cada vez mais decepcionando? Sobre as obras cretinas que tem atrapalhado todos graças a certa loira vermelha? Sobre as condições do FomeZero estar indo de mal a pior? Não. Política é algo que particularmente abomino. Por que? Pois já me ferrei muito por ideais políticos que não foram muito... respeitados. Mas me recuso a falar disso também.
Poderia falar sobre diversas particularidades, porém me sinto um pouco desinteressante hoje. Afinal, às vezes isso acontece. Mas dúvidas sempre surgem daquilo que nos é desinteressante.
Pensando e discutindo, pergunto, o que faz com que gostem de mim?
Importo-me com as pessoas. Converso com elas. E talvez esse último ponto seja o que faz a diferença. Todos conversam, não? Mas poucos se dão ao trabalho de realmente o fazer. Chegamos a conclusão de que há três tipos de conversa.
Primeiro a que todos conhecem, a conversa sem interesse, onde ouvimos sem realmente nos importar. Onde apenas se falam de amenidades, e quando algo mais sério se apresenta, o desinteresse, é maior, levando a fugir do assunto.
Segundo, a conversa onde ambos escutam. Porém apenas fazem isso. Quando apesar de um, ou ambos os lados se abrirem, ninguém expõe sua opinião, ou conselhos. Afinal, é algo tão raro, e tão pessoal que a idéia de que o outro posso falar algo que irá ferir acaba por impedir de se falar algo.
Terceiro e o mais raro. Quando se conversa com a pessoa, expõe sua opinião, tenta ajudar, se esforça, se dedica a comprender o próximo. E é realmente incrível ver como todos acabam seduzidos por tal tipo de conversa. Talvez por sua raridade nos dias de hoje. Incrível como todos se perguntam sobre o quão podre o mundo anda e não faz nada sobre isso, mesmo sendo algo tão simples como uma mera conversa. Afinal, não é isso que todos precisam e buscam? Um pouco de aceitação? Sem ser julgado, ou simplesmente que ignorem as diferenças e ajam como se o que importasse não fosse o que fazem, e sim o que são.
Talvez isso tudo não faça sentido. Mas para mim faz. Afinal, o melhor modo de ensinar alguém é através do exemplo... *apaga o cigarro, aumenta o som de Paulinho Moska - Móbile no furacão, e olha para a chuva que caí sobre a cidade VERDADEIRAMENTE maravilhos que completou 450 anos e que ama mais do que qualquer outra que exista no globo terrestre*

See ya in the desert skies

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