*acende cigarro* Todos que você conhecem tem medo de algo, amam algo e perderam algo. Estranhas palavras não? Surgidas do fundo de um copo de amaretto elas dançaram em minha mente nesse final de semana... todos se divertiam, enquanto me isolei para pensar. Diversas coisas passaram por minha mente, problemas, coisas que me falaram, etc. Mas a única coisa daquela noite que realmente me chamou atenção foram essas palavras tiradas de algum canto do meu cérebro graças ao álcool. (Pois é, faz tempo que não bebo decentemente... ultimamente foram apenas algumas garrafas divididas entre muitos... nada que me satisfizesse... interessante como funciono melhor quando estou estrapolando meus vícios...) Não sei se são palavras minhas ou tiradas de algum livro. Não faço questão de torná-las minhas... O ponto em si, é que essa é uma das pequenas verdades universais. Sim elas existem, apesar de quase todas as pessoas vivas do mundo discordarem. TODOS já perderam algo, amaram algo e temem algo. Cônsciente ou incoscientemente.
As verdades universais, ao menos para mim vem nesses momentos... mas dane-se isso... afinal, um dia vocês passarão por isso. Nem que seja no seu leito de morte. O ponto é: isso de certa maneira mexeu comigo. Pensem bem? Quantas coisas você fala por dia? Você se lembra de tudo o que falou? Não... provavelmente não. E muito menos tem controle das pessoas que o ouviram. Quantas pessoas você pode ter ferido ao falar algo? Pois é...
Todos temem algo. Talvez você tenha conhecimento disso. Talvez não. O que é pior? Você saber que teme, ou a ignorância? E não falo de fobias, veja bem. Medo de altura, aranhas, etc, são FOBIAS. Não medos. "Do que tu temes?" Esta frase que aparece na peça "A Tempestade" de Shakespear, é o que falo. Do que tem medo? De estar só? De não ter controle sobre os outros? De se ferir? De si mesmo?.. Pois a última é meu caso. Não temo as coisas. Não me importo com os podres de minha vida, coo certas pessoas. Eu os fiz, portanto não me arrependo. Não me arrependo do que faço, de nada do que faço. Não me arrependo de ferrir pessoas, fazê-las sofrerem... não conheço culpa. E por isso que talvez a única coisa que realmente temo, sou eu. Afinal, se não me imponho limites, até onde posso ir? Mas o problema não é lidar com meus limites. É até onde isso pode me levar...
Todos amam algo Ou já amaram. Todas as pessoas já amaram algo. TODAS. Negue, e um dia se verá forçado a ver a verdade. Pode-se amar qualquer coisa. Um anel, pessoas, animais, coisas, lugares, etc. Todos nós temos algo que guardamos dentro de nossos peitos, seja algo tão puro como o sorriso de uma criança, como cicatrizes de um amor passado. Sim, podemos amar cicatrizes. Como já disse, se pode amar QUALQUER COISA. Nem todos somos capazes de dizer exatamente o que amamos. Pois as vezes se pode guardar diversas coisas que não nos importem tanto em nossos corações, e que acabam por soterrar o nosso verdadeiro amor. Eu amo a mim mesmo. Pode parecer uma grande prepotência, arogância, etc. Dane-se. Primeiramente devemos amar a nós mesmos para podermos amar alguém. Caso contrário nos tornamos sacos vazios, como grandes balões de hélio. O que quero dizer é que me amo, primeiramente a tudo. Porém não digo que o que me é mais precioso ou importante é me amar. Muitas outras coisas considero mais importantes, porém a base de meu ser é meu amor-próprio. Talvez seja por isso que não consigo aceitar alguém querendo me ajudar...por mais triste que isso seja. O máximo que consigo é aceitar conselhos, e seguí-los a minha moda.
Todos já perderam algo. Pois é... todos nós já perdemos algo. Alguns perderam pouco. Outros perderam muito. Não se pode comparar tais perdas. Afinal, nem toda perda é igual, sendo todas análogas. Perdi meu pai biológico e não verti uma lágrima sequer. Nem de dor, amor, ódio... nenhuma. Porém no enterro de meu "pai", e que aqueles que o conheceram, ou já ouviram falar dele sabem quem é, derramei uma lágrima de amor e tristeza. Hoje consigo discordar de meu "pai". Não, não se deve chorar apenas por amor ou ódio. Não. Na verdade, essas são as duas causas mais nobres para se chorar. Pode-se chorar sempre que se quiser, e por diversos motivos. Não que eu o faça muito, mas às vezes ocorre. Em raras situações... Mas a perda é incomensurável. Sempre. Pois a verdadeira perda é sempre pelo que amamos ou pelo que odiamos. *apaga cigarro e olha par o céu...*
See ya in the desert skies
Reminiscências de um andarilho em sua passagem pelo mundo mortal e humano. As histórias de suas desilusões, seus devaneios perdidos, sonhos e pesadelos, horror, loucura, luxúria, cinismo, sarcasmo, entre outros defeitos. Em si, um vislumbre da escuridão onde a luz brilha em esplendor.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
:: Sexta-feira, Março 28, 2003 ::
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