*acende o Vanilla White Owl que recebeu do filho* Bem meus caros e caras, chegamos ao post final de mais um ano. Foi um ano... digamos que foi um ano muito, mas muito longo. Ainda reluto em compreendê-lo como tendo sido apenas um. Foi um bom ano, cheio de vida e sentimentos puros. Foi um ano terrível onde destruí e perdi aquilo que literalmente me dá forças para querer viver. Foi um ano mágico, pois não só a conquistei, como a estou reconquistando. E pretendo fazê-lo pelo resto de minha vida Cereja, pois sei que vale tudo estar com você. Foi um ano de realizações. Foi um ano de laços, novos, estreitamento de velhos, afrouxamento de velhos também. Mas em si, o que se pode dizer? Foi um ano. Difícil? Sim. Bom? Sim. Horrendo? Também. Mágico? Uhum. Inesquecível? Absolutamente!
Pensando, analisando talvez tenha sido um bom ano. Considerando diversas conversas com amigos e amigas, percebo como é fácil, quando em pleno desespero, esquecer de todas as lições que aprendeu na vida. Pensando com meus botões, esse ano foi sob certos aspectos, fabuloso até. Afinal, se conhecimento é o bem que mais estimo, o que passei nesse ano foi fabuloso. Conheci muito de meu trabalho. O fiz, o apresentei e fui elogiado por ele. Comecei uma carreira, e assim como descobri um ramo de produção acadêmica de meu agrado. Mas não considero isso o mais importante. Conheci culpa, miséria humana, medo. Em si, conheci aquilo que não conseguia comprender antes. Passei por situações onde me conheci ainda mais, mudei coisas que deveriam ter sido alteradas a anos. Em si, tornei-me um homem melhor. E conheci e aprendi muito com ela. E por ela. Graças a ela na verdade. Apesar de toda a dor, de todas as coisas horrendas pelo que passei, ainda consigo ter uma esperança em ver algo bom.
Durante anos fui fiel a certos Códigos. Sigo-os o mais fielmente possível. Sigo o Bushidô. Cuido ao mesmo tempo de minha mente como de meu corpo. Mas não mato pessoas que ficam em meu caminho. (Apesar de REALMENTE querer fazê-lo na maior parte das vezes...) Sigo minha religião. Não traio meu coração, nem luto contra ele. O que me deixa livre para detestar wiccas. Sigo alguns outros também... mas o que acredito ser o mais importante: o Código de Cavalaria.Morte antes da desonra. Jamais quebrei uma promessa. Beleza é vida. E a maior beleza da vida, além de existí-la, é aproveitá-la. E beleza não é só física. A mais banal é a física... Nunca esqueça um débito Eu não esqueço. Seja um favor ou uma sacaneada... Jamais fira uma mulher. Nunca o fiz. Não sou capaz. Mas sei me defender, sem machucar... aikidô. E uma das coisas que atualmente me incomoda às vezes: Amor verdadeiro conquista tudo. Essas são as leis mais importantes que detenho dentro de mim.
Mas como disse, a última está a incomodar um pouco... porque? Amor verdadeiro... o que seria? Seria um amor onde tudo é perfeito? Gostos, interesses, etc? Não. Isso é tedioso. E não sou ególatra para querer fazer sexo comigo mesmo. Uma relação de pessoas totalmente diferentes? Não... isso nunca funciona. Quando não existe laços, a relação não dura. Alguém similar, e diferente na medida exata? É um começo. Mas seria uma relação onde ambos não brigam e sempre se entendem? Se você acredita nisso, me desculpe... mas cresça. Eu realmente não sei explicar. Mas é algo que se sente no fundo da alma. Algo que na primeira vez que você dizer "Eu te amo" e beijar a pessoa, algo dentro de vc vai ressoar. Algo vai se quebrar. E algo dentro de você irá jorrar. E isso, é amor verdadeiro. Mas ei, só porque você ama essa pessoa, não quer dizer que ela ame-o igualmente. E manter sua honra nesse momento, é a maior dificuldade que pode existir. E vice-versa. Doloroso, mas real.
E a parte sobre conquistar tudo... bem, e se ele puder conquistar tudo e todos, menos a nós mesmos? E se o amor verdadeiro não for capaz de salvar a si mesmo, como o é com todos nós? Ou não for capaz de purificar uma alma tão podre como a..? Etc. Ou seja... será que o amor verdadeiro é realmente capaz de vencer tudo? Não sei meus caros... realmente não sei.
Mas, e digo mais, MAS! Meus caros, em um momento único e especial de final de ano e completando quase 3 anos de Ballad, vocês finalmente verão algo raro: um final de texto que NÃO é cínico, maldoso, ou como todos os outros. Mas algo puro, honesto e que eu realmente acredito. Apesar de não ter mais a certeza de que o amor verdadeiro seja capaz de tudo, de algo eu sei: eu acredito em mágica. Acredito em magia e intervenção divina. Acredito que em momentos certos, algo, eles, seja lá o que for, sempre dá um jeito de melhorar o clima, de dar uma força. Portanto, I dunno if I still believe in true love. But I DO believe in magic.
E isso meus caros, é tudo que posso lhes falar do amor. *apaga charuto, aspira o odor de baunilha da última baforada, aumenta o "The Cure - Lovesong" e volta a pensar em sua Cereja.*
Maybe it's my kookiness...
Such a lovely day, huh?
Reminiscências de um andarilho em sua passagem pelo mundo mortal e humano. As histórias de suas desilusões, seus devaneios perdidos, sonhos e pesadelos, horror, loucura, luxúria, cinismo, sarcasmo, entre outros defeitos. Em si, um vislumbre da escuridão onde a luz brilha em esplendor.
terça-feira, 27 de setembro de 2011
:: Sexta-feira, Dezembro 31, 2004 ::
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