terça-feira, 27 de setembro de 2011

The Future ain't what it used to be


*acende cigarro*
Por anos e anos, vaguei pelo mundo. Desde os bares imundos do centro, até os mais badalados de Santorini. Conversei desde traficantes e mendigos, até executivos e afins. Desde o mais baixo, até o mais elevado. 
E quanto mais velho fico, mais percebo não pertencer a esse lugar/tempo/mundo. 
Olho ao meu redor. O que vejo? Vejo a degradação de tudo. Vejo a mácula que o ser humano se torna, e isso me gera asco. 
Óbvio que aqui e ali volta e meia surge alguém ou algo que não. Mas são a excessão que comprova a regra. 
Ninguém mais sabe o significado de honra, muito menos sua aplicação no dia-a-dia. 
Fé deixou de ser uma comunhão com seu interior, algo entre você e os deuses a que serve. Torna-se húbris, quando não fanatismo. 
Cultura deixa de ser a busca pela elevação intelectual, mas sim o que passa/passou na tevê. 
Inteligência não é capacidade, mas percepção de quando se deve puxar. Seja o saco ou o tapete de alguém. 
Amor é sexo, status e dependência. Esqueça a entrega, cumplicidade e igualdade. 
O ciclo de vida é cada vez mais curto. Seja amizades ou o novo celular. Tudo e todos são descartaveis. 
Pouquíssimas coisas conseguem se manter puras. Como animais. Mas a podridão geral os engloba, seja em maus-tratos ou em supostas "experiênciais". Sejam religiosas, médicas, etc. 
Crianças cada vez mais perdem seu conceito de inocência. Não que algumas não o sejam, mas a mídia os massacra, e se vê meninas de 7 anos com salto e maquiagem. Garotos de 10 discutindo quem eles já pegaram. 
Não me entendam mal. Odeio o saudosismo. Detesto cada vez mais o "antigamente era melhor". Não. Não o era, apenas não percebíamos. 
Olho ao redor. E o asco vence. 
De que adianta fazer algo? Falar algo? Tentar agir?
Não importa quem você ajudou, ou como o fez, será esquecido. Não importa os vínculos que você forjou, serão destruídos.
Não importa sua dedicação, será descartado. Óbvio que digo essas coisas por ser o que me ocorre.  Nada dá certo comigo. E não digo por auto-piedade. São muitos relacionamentos que só me feriram. São muitas amizades que desapareceram. São muitos empregos de onde fui derrubado. São muitas as merdas que ocorreram em minha vida.
E não me venham com esperanças de melhoras, de fé e afins. Perdoem-me se sou um factualista: só vejo os fatos.Melhoras? Com os dias passando mais rápido e seu maldito fedor humano  invadindo minhas narinas? Sua maldita cultura decadente, repetitiva e vulgar? Desculpe se não demonstro alegria. Fé? Com suas patéticas demonstrações? Com sua entrega à outro, sem jamais retomar o poder interior que os deuses/Deus te criou com? Desculpe se vejo isso como infantilidade. Repetir palavras jamais vão me convencer de que alguém as entende realmente. E sim, é óbvio que estou amargurado. A cada dia que passa me torno mais. Sim, tenho bons momentos. Sim, deixei minha auto-destruição no passado. Sim, tenho esperanças.
Mas vamos aos fatos: não me agrada conviver com a maior parte do que vocês, humanos, se orgulham tanto. Não suporto a mediocridade. Jamais a suportei. E vocês a amam. A cada dia mais, vejo meu joie- de-vivre desaparecer mais. A cada dia desejo chafurdar em álcool e sexo casual, para esquecer do que me rodeia. A cada dia desejo dançar até perder os sentidos, e acordar em um mundo onde tudo foi destruído pelo fogo e banhado em sal, para que nada mais cresça.A cada dia outro pequeno pedaço do meu mundo é destruído. Sim, a cada dia desejo que tudo isso seja esquecido, apagado e deletado por uma mudança radical. Seja amor, trabalho ou o que for. E a cada dia vejo isso não ocorrer. Os fatos são simples: não pertenço aqui.  E a única coisa que me faz ter um mínimo de felicidade é saber que por mais miserável que esteja minha vida, não. Jamais me curvei em servidão perante um de seus deuses.
E não importa o quão pior se torne minha vida. Não pretendo vir a fazê-lo.  
*apaga o cigarro*

See ya in the desert skies

Nome completo: Ingo Siegfried Kanegae Kohlmann. E normalmente pessoas não fazem a menor idéia de como pronunciá-lo. 
Data de nascimento: 12/08/1981. Sim, tô velho. 

Qual foi sua:

1. última bebida: chá oolong.
2. última ligação: velha louca do mal, a.k.a. mãe.
3. última mensagem de texto: Joe.
4. última música que ouviu: Orishas - El Kilo

Você já:
6. saiu com duas pessoas ao mesmo tempo? Yup. Mais até. 
7. foi traído? Amorosamente? Noup. Em outros aspectos, já.
8. beijou alguém e se arrependeu? E quem não?
9. perdeu alguém especial? Sim. Muitos. 
10. ficou deprimido? Ô... depressão profunda 2 vezes. E melancolia crônica eterna. 
11. bebeu muito até passar mal? Com orgulho, muito vômito e dando muito trabalho. 

Liste os seus três filmes favoritos:

12. Fight Club
13. Big Fish
14. Snatch

Desde o ano passado, você:
 15. Fez algum amigo novo: Sempre faço. É tipo sina... rs
16. Se apaixonou: Não. E considero que isso não ocorra mais. 
17. Riu até chorar: Sim. 
18. conheceu alguém que mudou sua vida:  Não, apesar de que gostaria. 
19. Descobriu quem são seus melhores amigos: O povo em si, não muda. Só a frequência com que os vejo. 
20. Aprendeu alguma coisa importante, nova? Sim. E não te interessa.
21. Beijou alguém? Sim

Geral:
 22. Quantas pessoas do seu facebook você conhece pessoalmente? Praticamente todas! 
24. Você tem algum animal de estimação? Minha Nina do coração. 
25. Você mudaria seu nome? Você é idiota? É óbvio que sim. Algo mais simples... e também colaboraria para apagar o passado xD
26. O que você fez em seu último aniversário? Bebi com o povo e fui no O'maileys beber Guinness 
27. Que horas acordou hoje? 09:00
28. O que estava fazendo ontem à meia noite? Incrivelmente, estava dormindo. *raios e trovões ao fundo*
29. Está assistindo algo no momento? Me preparando para ver "O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus. E esperando um mindblow...
29. O que é algo que você não vê a hora de acontecer? Arranjar um trampo. É sério.
3O. A última vez que você viu a sua mãe: Uns 5 minutos. 
31. O que você gostaria de mudar em você mesmo? Poucas coisas... Fútil: meu cabelo. Sério: a imagem que passo para as pessoas. 
32. O que você está ouvindo agora? Pet Shop Boys - Always on my mind. É um feeling tipo "Anjos da Lei" com viadagem. 
33. Você conhece alguém que tem um nome muito estranho? Eu só não basta? Sim. 
34. O que mais te irrita? Porra, tanta coisa que nem sei por onde começar... o top 3 é infantilidade, ignorância e egoísmo. 
35. Página mais visitada na internet: Facebook, Least i could do, Capinaremos, SinFest...
37. Apelido: Usuais: Velho, Alemão e Japa. Antigos: Cão, Canino. Jurássicos: Sieg. 
38. Signo do zodíaco: Leão. 
40. 1o grau: Putz... um monte aí. Passei por umas 10 nessa época.
41. Colegial: Liceu de Artes e Ofícios SP. E Villalva. 
42. Faculdade: Belas Artes e Senac.
43. Cor do cabelo: Castanho claro, com reflexo natural loiro...
44. Comprido ou curto: Curto no momento, após anos dele longo. 
45. De onde você é: Sampa City. Com orgulho. 
46. Altura: 1.75
47. Vc tem uma queda por alguém? Noup
48. O que vc mais gosta em você? Sei lá. Do corpo, minha bunda. Da mente, meu cínismo. Do espírito, minha visão de vida. 
49. Tem piercings? Sim, orelha.
5O. Tatuagens? No pulso (reticências) e nas costas (folha). Outras a ser feitas assim que tiver grana. 
51. Sabe dirigir? Sim. Enferrujado e mal, mas o suficiente para atropelar zumbis no futuro. 

Primeiras vezes:
52. Primeira cirurgia: nenhuma. 
53. o que comprou com seu primeiro salário? Adivinha? Livros. (Quem me conhece sabe como é.)
54. Primeira melhor amiga (o): Tchello. Always. Mesmo que morto hoje em dia.
55. Primeiro amor: Creio eu que se chamava Paula. Foi no Pré 2. Ou amor mesmo? Amor mesmo, Esther. 
56. Primeira viagem com amigos: Santos. 

Ultimamente:
 57. O que você tem visto na TV: Family guy e outras poucas coisas. 
58: Último filme que você viu: A Origem. E achei fraco, previsível e meio sem ritmo.
59. O que você tem comido: Fiz uma experiência de capellette com molho de tomate com curry e ficou foda. Mas no geral, minha comida mesmo. 
6O. O que você tem bebido: Chá oolong, coca e água. 
61. O que você vai fazer quando terminar de responder? Ver "O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus. 
62. O que vc tem ouvido (música): Muito Flogging Molly, muito Blur e um pouco do de sempre. 
63. O que você espera para amanhã? Que role a mesa de RPG. 

Seu futuro:
64. Quer ter filhos? Sim. Espero passar meus genes malignos. 
65. Quer se casar? Não sei. Se encontrar a pessoa certa... 
66. Carreira: Gerente de Logística de alguma empresa grande. Fazer mestrado/doutorado e dar aula. 

O que é melhor:
 67. lábios ou olhos? Olhos.
68. Abraços ou beijos? Beijos. 
69. Mais baixos (as) ou mais altos (as)? Baixas. 
70. Mais velhos (as) ou mais novos (as)? Sei lá. Tanto faz. 
71. Romântica ou espontânea? Espontâneo.
72. braços sarados ou pernas saradas? Pernas. 
73. beleza ou inteligência?  60% inteligência 40% Beleza
74. Relacionamento sério ou só diversão? No momento? Fun fun fun!
75. Extroversão ou timidez? Extroversão. Mas uma timidez também me agrada. 

Você já:
 76. Beijou um estranho? Ô...
77. Fumou? Sim. Tirando crack, de tudo. 
78. partiu o coração de alguém? Vários. Infelizmente
79. Teve seu coração partido? Sim. Mas depois que o arranquei do peito e comi, espero que não ocorra mais. 
80. foi preso (a)? Meu advogado me recomendou não responder. 
81. beijou alguém do mesmo sexo? Sim.
82. Chorou quando alguém morreu? Sim. Mas não quando meu pai biológico morreu xD

Você acredita em:
83. Você mesmo (a)? Always.
84. milagres? Sim.
85. amor à primeira vista? Sim. Apesar de não confiar nisso. 
86. paraíso? Paraíso? O meu.
87. papai noel? Não. 
88. na fada do dente? Não. Mas eu acredito em meu povo fae. u.u
90: Deus? Já não disse que acredito em mim?

The Fallen Angel Returns

*acende cigarro*

O Anjo Caído se reergueu e foi para o Céu Deserto. Porém, um anjo caído jamais voltará a ser um anjo. A decisão de reinar no Inferno à servir no Paraíso jamais o abandonará. 
E portanto esse blog volta a funcionar. 

Olá. Para quem não me conhece, sou Ingo Siegfried. Um andarilho. 30 anos de estrada. Dos 5 continentes, já andei por 4. Formado em Artes, mas não atua na área. Longa experiência na área de Hotelaria, mas ansioso por mudar dessa área. Estudante de Logística, com pretensões de mestrado em estatística. 

Andarilho. Pai de consideração de muitos. Irmão de muitos. Amigo. Amante. Escritor. Canalha. E muito mais. 
"Vivo de excessos ou vazios. 
Morro a cada dia. Por mim e pelo que vejo ao meu redor. 
Sorrio pelos que outros fazem. Choro pelo que também fazem. 
Tomo um drink em homenagem aos vivos. E uma cerveja pelos mortos. 
Fumo um cigarro, por mim. E outro pelos meus sonhos. 
Não penso no passado. Recordo-o.
Não penso no presente. Vivo-o.
Não penso no futuro. Alcanço-o. 
Meu olho esquerdo observa as almas. O direito as mentes.
Ouço as palavras ditas. E presto atenção às não ditas.
Não tenho coração. Mas tenho sentimentos.
Não tenho alma. Mas tenho espírito.
Não tenho muito. Mas tenho o que preciso. 
E ando. 
Ando muito pelo mundo. 
Há muito para se ver"

Pequeno texto/poema escrito por mim a pouco tempo. 
Faz muito tempo que deixei de escrever. Mas sempre volto. É como um vício pra mim. Enquanto respiro, volta e meia o desejo de escrever minhas idéias volta a surgir. É algo que não tenho controle. 
Já me disseram que não deveria ter blogs e diários, por sempre ter muitos para ouvir o que digo. Mas mesmo assim insisto. Nem sei dizer o porque de insistir, mas o faço. 
A vida não tem grandes segredos. Ela é simples. A humanidade é que complica tudo. 

Enfim... acostumem-se com essa pequena área de cinismo e cigarro. 

See ya in the desert skies
:: Segunda-feira, Abril 18, 2005 ::
THE ANGEL HAS HIS WINGS HEALED

*acende o cigarro com certo pesar* Olá senhoras e senhores. Durante o período de aproximadamente dois anos, vocês leram aqui sobre meu modo de pensar. De ver. De entender. Durante dois anos, vocês compartilharam de minha visão sobre o mundo. Muitas vezes recebi comentários que me levaram a continuar escrevendo. Assim como diversas vezes recebi comentários de idiotas que não tem nada a fazer além de ficar me incomodando. Verdade seja dita, os comentários cretinos nunca me incomodaram. Mas sinto falta de, às vezes, receber uma crítica mordaz. Há anos, não recebo uma. A última foi nos idos de 2000. Um poema que simplesmente disse a mim mesmo: "chega. Não somos poetas, e você sabe disso." A crítica que mudou minha vida foi: "como conto esse poema está fantástico. A profundidade do personagem, o desenlance entre os fatos... porém, como poema; tem um grave problema de sonoridade, se estende a proporções cansativas e sinceramente? Mesmo sendo um poema de versos brancos, falta uma melodia." Por mais ou menos quatro meses, não encostei em nada que me levasse a escrever. Mas como disse um "amigo", só se é um escritor quando não se consegue viver sem escrever. E então voltei.
Hoje me dedico a prosa. Seja ela acadêmica, seja ela romanceada. Dissertações, ensaios. Em si, larguei a poesia. Mas sempre que escrevo, encontro traços fortes de melodia nas entrelinhas. E isso me agrada. Lembro dos sonhos que tive quando jovem. E sorrio. Afinal, continuo um escritor. Não mais um artista que brinca ao redor de versos. Hoje sou um contador de histórias.
E nesse dia, hoje, o Ballad Of A Fallen Angel vai acabar.
Sim. O anjo caído teve suas asas curadas. E irá voltar a voar.
Desde sempre, a não ser por um curto período, encerrei minhas palavras com "see ya in the desert skies". Agora, o Desert Skies existe. Caso você se interesse em seguir minhas palavras, seja bem vindo ao Desert Skies http://spaces.msn.com/members/desertskies. Ficarei feliz de vê-los por lá. Seja você quem for.
Assim eu me despeço.
Parto em busca de mais experiências, mais desafios. Mais.
Afinal, em si, não sou apenas um escritor. Sou muito mais do que isso. Sou um andarilho. E um andarilho nunca é só o que parece
*apaga cigarro*
See ya in the desert skies
:: Sábado, Abril 09, 2005 ::
*acende cigarro* Olá à vocês que ainda entram nesse local. Há tanto tempo não entro aqui, que vocês devem reparar o quão inóspito ele se tornou com o tempo. Sim, fiquei um bom tempo sem escrever aqui. Mas pelo fato de estar escrevendo outras coisas, lendo outras coisas e vivendo. Mil perdões a vocês, caros leitores. Acreditem, minha vida está uma merda. Não, hoje não vai haver nenhum texto enorme analisando fatos, acontecimentos, ou o que seja aqui. Estou muito cansado para isso.
Estou cansado. Muito cansado. Como já disse a muito tempo aqui, não há muito mais em mim. Sou um ser feito de desesperança para comigo mesmo, cinísmo e contradições. Pois não há mais muitas esperanças em mim. Não por mim, por outros, há muitas. Não me importo mais se realizarei minhas pequeninas ambições. Ao menos realizei muito em minha vida: consegui mudar, para melhor, muitas outras. Se a minha não melhorou, acreditem, não foi por falta de tentativas.
O que sei, é que atualmente vivo em meu "Last shot." Não há mais balas na "minha arma". Se os "inimigos" não caírem nesse último tiro, vou continuar meu caminho, mas não mais haverá vida em mim.
E sinceramente? Caso meu coração pudesse cantar, cantaria essa música... que se por acaso você for um velho leitor, vai saber que ela esteve muitas vezes aqui. 
:: Sexta-feira, Dezembro 31, 2004 ::
*acende o Vanilla White Owl que recebeu do filho* Bem meus caros e caras, chegamos ao post final de mais um ano. Foi um ano... digamos que foi um ano muito, mas muito longo. Ainda reluto em compreendê-lo como tendo sido apenas um. Foi um bom ano, cheio de vida e sentimentos puros. Foi um ano terrível onde destruí e perdi aquilo que literalmente me dá forças para querer viver. Foi um ano mágico, pois não só a conquistei, como a estou reconquistando. E pretendo fazê-lo pelo resto de minha vida Cereja, pois sei que vale tudo estar com você. Foi um ano de realizações. Foi um ano de laços, novos, estreitamento de velhos, afrouxamento de velhos também. Mas em si, o que se pode dizer? Foi um ano. Difícil? Sim. Bom? Sim. Horrendo? Também. Mágico? Uhum. Inesquecível? Absolutamente!
Pensando, analisando talvez tenha sido um bom ano. Considerando diversas conversas com amigos e amigas, percebo como é fácil, quando em pleno desespero, esquecer de todas as lições que aprendeu na vida. Pensando com meus botões, esse ano foi sob certos aspectos, fabuloso até. Afinal, se conhecimento é o bem que mais estimo, o que passei nesse ano foi fabuloso. Conheci muito de meu trabalho. O fiz, o apresentei e fui elogiado por ele. Comecei uma carreira, e assim como descobri um ramo de produção acadêmica de meu agrado. Mas não considero isso o mais importante. Conheci culpa, miséria humana, medo. Em si, conheci aquilo que não conseguia comprender antes. Passei por situações onde me conheci ainda mais, mudei coisas que deveriam ter sido alteradas a anos. Em si, tornei-me um homem melhor. E conheci e aprendi muito com ela. E por ela. Graças a ela na verdade. Apesar de toda a dor, de todas as coisas horrendas pelo que passei, ainda consigo ter uma esperança em ver algo bom.
Durante anos fui fiel a certos Códigos. Sigo-os o mais fielmente possível. Sigo o Bushidô. Cuido ao mesmo tempo de minha mente como de meu corpo. Mas não mato pessoas que ficam em meu caminho. (Apesar de REALMENTE querer fazê-lo na maior parte das vezes...) Sigo minha religião. Não traio meu coração, nem luto contra ele. O que me deixa livre para detestar wiccas. Sigo alguns outros também... mas o que acredito ser o mais importante: o Código de Cavalaria.Morte antes da desonra. Jamais quebrei uma promessa. Beleza é vida. E a maior beleza da vida, além de existí-la, é aproveitá-la. E beleza não é só física. A mais banal é a física... Nunca esqueça um débito Eu não esqueço. Seja um favor ou uma sacaneada... Jamais fira uma mulher. Nunca o fiz. Não sou capaz. Mas sei me defender, sem machucar... aikidô. E uma das coisas que atualmente me incomoda às vezes: Amor verdadeiro conquista tudo. Essas são as leis mais importantes que detenho dentro de mim.
Mas como disse, a última está a incomodar um pouco... porque? Amor verdadeiro... o que seria? Seria um amor onde tudo é perfeito? Gostos, interesses, etc? Não. Isso é tedioso. E não sou ególatra para querer fazer sexo comigo mesmo. Uma relação de pessoas totalmente diferentes? Não... isso nunca funciona. Quando não existe laços, a relação não dura. Alguém similar, e diferente na medida exata? É um começo. Mas seria uma relação onde ambos não brigam e sempre se entendem? Se você acredita nisso, me desculpe... mas cresça. Eu realmente não sei explicar. Mas é algo que se sente no fundo da alma. Algo que na primeira vez que você dizer "Eu te amo" e beijar a pessoa, algo dentro de vc vai ressoar. Algo vai se quebrar. E algo dentro de você irá jorrar. E isso, é amor verdadeiro. Mas ei, só porque você ama essa pessoa, não quer dizer que ela ame-o igualmente. E manter sua honra nesse momento, é a maior dificuldade que pode existir. E vice-versa. Doloroso, mas real.
E a parte sobre conquistar tudo... bem, e se ele puder conquistar tudo e todos, menos a nós mesmos? E se o amor verdadeiro não for capaz de salvar a si mesmo, como o é com todos nós? Ou não for capaz de purificar uma alma tão podre como a..? Etc. Ou seja... será que o amor verdadeiro é realmente capaz de vencer tudo? Não sei meus caros... realmente não sei.
Mas, e digo mais, MAS! Meus caros, em um momento único e especial de final de ano e completando quase 3 anos de Ballad, vocês finalmente verão algo raro: um final de texto que NÃO é cínico, maldoso, ou como todos os outros. Mas algo puro, honesto e que eu realmente acredito. Apesar de não ter mais a certeza de que o amor verdadeiro seja capaz de tudo, de algo eu sei: eu acredito em mágica. Acredito em magia e intervenção divina. Acredito que em momentos certos, algo, eles, seja lá o que for, sempre dá um jeito de melhorar o clima, de dar uma força. Portanto, I dunno if I still believe in true love. But I DO believe in magic.
E isso meus caros, é tudo que posso lhes falar do amor. *apaga charuto, aspira o odor de baunilha da última baforada, aumenta o "The Cure - Lovesong" e volta a pensar em sua Cereja.*

Maybe it's my kookiness...
Such a lovely day, huh?
:: Domingo, Dezembro 12, 2004 ::
*acende cigarro ouvindo "Disapear" - INXS* Hoje meu dia ficou mais escuro. Se alguém lê meu flog, acalme-se. Não vou repetir o que escrevi lá. É que simplesmente resolvi por o que sinto para fora.
Perdi algo de muito puro hoje. O "algo" que me fazia querer continuar vivo. E sei que não voltará. Não mais. Há muito tempo vivo apenas vagando pelo mundo. Quem me conhece sabe do que falo. Vago sem destino, sem ambições, sem muitos desejos. Vago a muito tempo sem ter nada. Amigos? Sim. Amados, queridos. Morreria e mataria por cada um deles. Família? Sim. Talvez não tão convencional. Mas tão ou mais queridos e amados que os amigos. Inteligência, charme, etc? Sim. Muitos me vêem como uma pessoa a ser seguida como exemplo. Inimigos? Sim. Ninguém consegue ser uma pessoa real sem eles. Posso não conhecê-los, ou identificá-los na rua. Mas sei que lá estão eles. Defeitos? Sim. Muitos. Mais defeitos do que se é possível imaginar. Baixa auto-estima, cobro muito das pessoas ao meu redor, sou um pouco auto-destrutivo, me sinto incapaz de muitas coisas, cabeça-quente, estourado, etc. E um dos piores. Raramente me abro para meus amigos e família. Por que? Pois não quero preocupá-los. Não quero feri-los. Na verdade, não quero que vejam que às vezes posso ser mais fraco e frágil do que todos eles pensam. Pois sou humano. Talvez mais do que deveria. Mulheres? Muitas. Filhas, amantes, namoradas, esposa, casos, affairs, exs... Como disse, sou humano. E talvez mais do que deveria. Homens? Alguns. Poucos, mas marcantes. Sou apenas um homem, que dedicou sua vida a vagar. Um andarilho. Tentando ajudar alguns, lutando para salvar outros. Raramente causando mal. Mas quando o faz, o faz de maneiras inconcebíveis. Apenas um homem. Mortal.
Como todos sabem, andarilhos sempre o fazem por algo. Seja por estarem fugindo de algo, ou buscando algo. A maioria são fugitivos. Seja por terem cometido erros imperdoáveis, ou por não suportarem encarar as pessoas que conhecia, ou por não quererem encarar suas vidas. Bem... infelizmente, não é o meu caso. Nunca o foi. Sempre encarei tudo de frente, dos medos, aos problemas. Sempre fui sincero. Sempre paguei por meus erros. E sempre o fiz de cabeça erguida. Talvez seja por isso que me admiram. Se é que o fazem. Se é que vão continuar fazendo. Se é que mereço. O que me faz ser um andarilho, é que há muito tempo, não sinto algo real. Na verdade, às vezes parece-me que a única coisa real que senti, foi a tanto tempo que nem saberia dizer precisamente a quanto tempo foi. Por isso me atiro de cabeça na vida. No amor. Nas amizades. Na família. Em tudo. Pois quero, preciso sentir algo real. Desesperadamente. O encontro muitas vezes. Mas o que eu exatamente eu anseio tanto por, esse quase nunca o encontro. Na verdade a algum tempo poderia dizer que jamais o havia encontrado. Mas eu o encontrei. Após tantos anos em busca dele, finalmente o encontrei.
Sempre me senti só. No coração. Nunca encontrei alguém como eu. Com um coração plenamente livre, inteiro, porém vazio e solitário. Não há como explicar esse sentimento de solidão. É uma das grandes dores que tenho, sendo um pretenso-escritor, não conseguir explicar algo em palavras. Mas é como se vivesse em uma bolha. Apesar de todas as pessoas ao seu redor, nenhuma delas consegue romper essa barreira e ver o seu real eu. E após tantos anos, encontrei alguém que rompeu essa barreira. Como se fosse luz. Rompeu as trevas solitárias que há anos, décadas, sinto. Essa luz me envolveu. Trouxe uma pureza a muito perdida. Uma pureza que jamais imaginei ter de volta... que jamais imaginei possuir. Algo tão puro que me fez crer que havia redenção para mim. Que poderia ser salvo. Mas esqueci duas coisas escênciais: para se ser salvo, precisa-se querer. E que nada é para sempre. Lutei. Mais ferozmente do que jamais o fiz. Mais audacioso, destemido, sem pensar em consequências do que até mesmo me imaginei capaz. Fui mais sábio, mais paciente, mais ponderado, mais calmo do que julgavam ser capaz. Do que EU me julgava capaz. Como sempre em minha vida, fui até o limite. E como sempre, tentei rompê-lo...e perdi. Não por ela. Mas não que ela seja completamente inocente. Não por mim. Nunca fui inocente. Mas pelo simples fato de que tudo no universo existe a base da entropia. E como sempre, perdi. Perdi a pureza que acreditei nunca mais perder. Perdi a luz que imaginei que fosse ser eterna em minha vida. E por assim dizer, perdi tudo.
Perdi tudo, pois tudo pelo qual vaguei, lutei, passei, foi perdido. Perdido. Como em um passe de mágica, tudo escorreu por minhas mãos, como se feito de areia. E mais uma vez, estou aqui. Sem nada. Só.
Mas dessa vez, há uma diferença. Poderia ser salvo ainda? Sim. Poderia voltar a vagar pelo mundo? Sim. Mas não o quero mais.
Pela primeira vez em minha vida, me sinto derrotado. Plenamente derrotado. Mas ao mesmo tempo, há uma parte de mim que diz que isso é mentira. Pois apesar de tudo, mesmo que seja por um momento, eu o tive. Foi real. E nas palavras de Tyler Durden, "A moment was the most you could ever expect from perfection." E por um momento, que será eternamente meu, tudo foi perfeito. Tudo foi real. E eu mesmo me senti real.
E isso, meus caros, é mais do que muitos conseguem ter em toda uma vida. E ao menos disso, posso me orgulhar.
*apaga cigarro, começa a chorar. Para. Respira fundo. Pensa em cantar "I still haven´t found what I´m looking for" do U2, mas pensa bem, e começa a cantar "Lemon".*

Maybe it's my kookiness...
Such a lovely day, huh?
:: Quarta-feira, Dezembro 01, 2004 ::
*acende cigarro* Carácter. Ou você tem, ou você não tem. Não existe um meio termo. Simples assim. Todos nós temos que fazer escolhas na vida. Pena que poucos percebem a totalidade e verdade escondidas nelas. Os caminhos da vida são quase sempre escuros, e sem coragem de pisar às cegas, preferimos ir pelo caminho "seguro".
Coragem. Ou você tem, ou você não tem. Não existe um meio termo. Simples assim. Todos nós temos que fazer escolhas na vida. Pena que poucos tem a coragem necessária para se manter em seus reais caminhos até o fim.
Carácter e coragem. Se você algum dia resolveu ser uma pessoa sincera, e não tiver essas duas coisas, esqueça. E óbviamente, você tem que ser impiedoso e piedoso na medida exata. Pois nada de real nessa vida se ganha sem dor. A dor nos faz pessoas mais reais. Sim, como já perceberam, o post não tem introdução. E daí?
Quando colocado contra a parede, e sejamos realistas, quantos de nós REALMENTE escolhe a guerra em vez da paz? Poucos. Muitos poucos. Pois quando nos encontramos no meio da guerra, e sentimos que nossas forças fraquejam, só queremos saber de paz. Descansar um pouco. Desistir de tudo um pouco. Pois raros entre nós tem a coragem e carácter de saber que se render, mesmo que seja por um curto período de tempo, é se render. E são essas poucas pessoas que são tidas como heróis, como pessoas dignas de nosso reconhecimento. Mesmo que não seja exatamente no momento. Pois poucos escolhem a verdade à falsidade. E todos acabam sendo admirados. Mas alguém já pensou em se por no outro lado? Não.
Ninguém se põe do outro lado. Ninguém consegue entender. De que serviu toda a inteligência de Einstein? Para que encontrasse a felicidade? Não. De que serviu toda a experiência de vida de Richard Burton (explorador do período vitoriano)? Para que encontrasse a felicidade? Não. De que serviu toda a cultura de Wilde? Para que encontrasse a felicidade? Não. De que serviu a sensdibilidade de Virgínia Wolfe? Para que encontrasse a felicidade? Não. Posso dar milhares de exemplos de pessoas com grande conhecimentos, dons, etc, cuja única coisa que receberam por terem tais qualidades foi a solidão.
Solidão? Sim. Solidão. Einstein, Burton, Wilde, Wolfe, entre milhares de outras pessoas enormemente admiradas só conheceram solidão em suas vidas. Solidão. Conhecimento, inteligência, cultura, sensibilidade, etc, essas pequenas coisas presentes em todos nós, quando atingem um nível acima dos demais, não nos torna melhores. Como disse Graciliano : "Somos uns animais diferentes dos outros, provavelmente inferiores aos outros, duma sensibilidade excessiva, duma vaidade imensa que nos afasta dos que não são doentes como nós." Isso nos distância. Não concordo com a parte sobre sermos inferiores. Ninguém é inferior ou superior a nada. Somos todos iguais. O que nos diferencia são as adversidades em nossas vidas. Essa distância que existe para com as pessoas normais, é o que acaba matando. Não há compreensão. Não há entendimento. Não há intimidade. Muito se perde quando se atinge um patamar acima da normalidade.
E quando perguntados se ter tal potencial os realizava e compensava, todos responderam, cada um a sua maneira, que não. Portanto, sempre que você considerar que alguém é merecedor de sua admiração, não pense que isso o fará se sentir melhor. Pois nem sempre é verdade. *apaga cigarro. Continua ouvindo Numb - U2, acende um novo e mata a garrafa de vinho que estava ao lado.*

Maybe it´s my kookiness...
Such a lovely day, huh?
:: Terça-feira, Novembro 16, 2004 ::
*acende cigarro, sente um pouco de dor devido a estar parecendo um tomate de tanto ter tomado sol* Bem, por onde posso começar? Sim, poderia fazer como milhares de blogs e contar sobre minha vida, especialmente as partes ruins dela. Mas isso non me faria nenhum bem real. Então vamos ao eventual desconcerto de palavras em busca de um sentido maior. Relacionamentos humanos... não. Relacionamentos. (Afinal, tenho um velho amigo q não aprecia o termo "humano", assim com outro que valoriza excessivamente esse termo.) O que nos faz ter um relacionamento com alguém? Inicialmente todos julgam que gostos comuns, idéias similares é que formam um bom relacionamento. Minha opnião? Merda. Pura e simplesmente. Não é necessário que as pessoas tenham gostos comuns, muito menos idéias similares. Afinal, uma ligação desse jeito, não forma um relacionamento. Forma uma família. E bem, diferente do resto do mundo, considero a família, não um pilar da sociedade, mas sim um impecilho. O fato de estar ligado a pessoas, muitas vezes, com ideais totalmente avessos aos seus, porém gostos e idéias similares, realmente não é algo que colabora com o desenvolvimento de alguém. Conheço raras pessoas que pertencem a uma família adorável. Dessas, poucas merecem estar lá. Portanto, é compreensível que a relação com outros seres humanos seja algo mais importante do que a relação familiar para mim.
Acredito que a principal razão de pessoas se relacionarem, são dois: tirar proveito e crescimento. Realmente acredito que discursar sobre pessoas se aproveitando de outras seja desnecessário no mundo de hoje. Ainda mais após ver um comercial veiculado em horário e canais infantis, de uma certa bolacha, onde se prega que o mundo realmente é dos espertos, e que tirar vantagem é algo "legal"... portanto, como sempre, em vez de ir pelo caminho volante, onde todos passam, prefiro enveredrar para o lado oposto. Pois como assim crescimento?
Pessoas se unem, (e reparem que o termo unir, não quer dizer relacionar) através de ideais. Ideais de vida. Pois através desses ideais, pessoas diferentes se agrupam e conversam. Através desse passo inicia, pessoas que tem um mínimo em comum, acabam se conhecendo melhor. Através disso, como sempre descobrimos, ninguém é realmente tão diferente. As únicas coisas que nos diferem, são a intensidade com que sentimos as coisas, como as sentimos, nossa capacidade de vê-las sob ângulos diferentes e por fim, como reagimos. Com ideais similares, quando não o mesmo, todas as diferenças cedem. O mais interessante é que tal fato, acaba por nos revelar outros modos de ver coisas, assim como aprendemos com as experiências dos outros. Com isso, crescemos. Nos tornamos maiores do que eramos antes. Assim como percebemos que já eramos grandes, e estamos ainda maiores.Ou seja, nos relacionamos para que possamos ser melhores do que fomos a um minuto atrás. Portanto quanto mais diferentes e variados são as pessoas com que você se relaciona, maiores as chances de você atingir um grau maior.
Heh... fantástico, não? Agora vamos ao outro lado da moeda. Muitas pessoas não buscam amizades diferentes. Se prendem a gostos estúpidos, seja metal melódico ou pagode, dá no mesmo. Prendem-se a um mundo menor, (sim, minha eterna discussão sobre pessoas não viverem no mundo, mas sim e bolhas-mundo isoladas do resto) onde o esteriótipo em relação aos outros predomina, assim como limita a visão do mundo em si. Preferem se manter seguras em sua abençoada ignorância do que tentar alcançar o máximo de seu potencial.
Bem, para mim, não importa muito a qual mundo você pertence. Não me guio por gostos. Busco apenas pessoas que buscam a liberdade. Seja de onde ela for, seja o que ela for. Eu não julgo ninguém, apesar de me acusarem de fazê-lo. A única coisa que faço, é apontar aquilo que realmente não concordo. Aquilo que não vejo como algo capaz de gerar mudanças boas nas pessoas. Se querem me condenar, olhem a si mesmos primeiro. E enquanto o fazem, que tipo de pessoa você é? não, melhor dizendo... que tipo de pessoa você pretende ser? Pois o presente é apenas a transitoriedade entre o que você foi e o que você quer ser.
E só para constar, se quiserem me tratar como se tivesse uma tarja em minha testa dizendo o que sou, se prepare para receber algo pior. Afinal, apesar de ter me tornado muito mais calmo e paciente, ainda não sou, e pretendo não ser jamais, uma flor que se cheire... *apaga cigarro, passa o hidratante nas partes onde dói mais, bebe um bom tanto de água e vai assistir Cowboy Bebop.*

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:: Sexta-feira, Outubro 15, 2004 ::
*acende cigarro, balança a cabeça com desesperança* Certo, certo... abandonei isso aqui por um mês. Por que? Não sei. Não estou conseguindo escrever muito. Minha cabeça anda à umas 500 rpm. O costumeiro mais o choque de reencontrar boa parte de minhas boas amizades do colegial no Orkut. Isso tudo mais o eventual horror de ter um diploma pendurado em um canto do quarto. Mas apesar de tudo, uma eventual e estranha (para os que me conhecem bem, sabem o horror que isso representa) apatia. Para os desinformados, minha apatia é literalmente a calma antes da tempestade. Se você dirigir a palavra a mim de uma forma que eu não tenha gostado, é capaz que te arremesse pela janela e pule com o pé no seu pescoço. Sim. Pior que mulher de TPM. Mas realmente não estou muito afim de liberar minha raiva aqui, apenas o cinismo ácido para que ele não corroa meu cérebro. *playing Pulp - Monday morning, enquanto fuma e come ursinhos de gelatina, arrancando suas cabeças calmamente*
Sabe, pessoas te cobram. A vida toda você é cobrado. No amor, heh, mais do que em qualquer outra coisa, e é um hipócrita aquele que diz que não. Você nasce, cresce um pouco. E então começa. Cobram um bom desempenho, boas notas, bom comportamento, um bom emprego, uma boa família, uma boa aposentadoria, uma boa morte. Obviamente, por consequência, você começa a se sentir no direito de cobrar outras pessoas também. E você cobra exatamente aquilo que cobram de você. E por fim, todos acabam fazendo aquilo que os fere às pessoas ao seu redor. E cria-se um circulo de ódio. E que aumenta progressivamente em todas as direções. Ah, mas obviamente isso não é tão ruim. Afinal, estamos falando apenas de "realizações de vida". É. Claro. Isso é algo muito saudável, não? É desse preceito que surge a hipocrisia. Pois sabemos que tais cobranças nos ferem, mas o que fere ainda mais, é não corresponder a essas cobranças. E portanto, inventamos, fingimos. Sorrimos de maneira amarelada um para os outros, fingindo que tudo anda bem. E isso não é tão ruim, não?
Quando as coisas entram no plano emocional, (você deve estar se perguntando: "mas já não estavam?" e te respondo " é claro que não. Eram sentimentos reflexos. Não emoções.") é que fica ainda pior. Afinal, como sempre, tudo começa na família. Inicialmente seus pais te tratam como se você fosse capaz de tudo. Daí quando cai no mundo, e não o é; pois ninguém é plenamente capaz em tudo que a vida pode oferecer, matemática principalmente; eles se julgam no direito de cobrar um desmpenho melhor. Mesmo que ele seja quase incapaz de existir. Mas eles te cobram. E te cobram emocionalmente. Então você cresce um pouco mais. E vê que sus pais não são nem de longe os paladinos de conduta moral impecável. Como sempre, vê que seus pais tem pés-de-barro. E perde muito do respeito que tinha por eles. Respeito que não perderia se eles desde o começo dissesem que não eram perfeitos. E resolve que as escolhas que eles te fizeram, não eram as corretas. Descobre as coisas que eles lhe esconderam. E percebe que gosta de algumas delas. E eles não entendem. E mais uma vez, te cobram com base na emoção, no respeito. Ou seja, se rebaixam ainda mais fazendo pressão psicológica/emocional. Então você conhece alguém que julga especial. E esconde seus defeitos dela. Defeitos que podem horrorizá-la. E ela faz o mesmo. E se apaixonam. Descobrem que se amam. E resolve mostrar seus defeitos. E não entende os dela, e vice-versa. Ou você "supera" e continua, ou rompe e sai reclamando. Se romper, vai repetir o círculo até achar alguém cujos defeitos não te incomodem tanto. Se "supera" e continua, vai crescer mais. Vai se podar de diversos sonhos. Vai desistir de muita coisa. E vai ter sua casa, sua "estabilidade". E com o tempo vai ter filhos. E por mais que tenha dito que seria diferente com eles, acaba fazendo o mesmo que seus pais fizeram. Apenas de forma diferente. E o círculo do ódio seguirá, cada vez maior... ops. Isso é impossível. Afinal, já estamos nele desde sempre. Ninguém escapa de suas garras.
E nesse exato momento, o momento em que seus olhos estarão passando por essas linhas, você vai pensar "Ei! Eu não sou assim!" Tem certeza? Olhe ao seu redor, você não o faz realmente? Mas antes que se desespere, acalme-se. Pois sim, há uma saída. Você pode resolver seguir o caminho contrário. Cobrar das pessoas aquilo que elas realmente querem, cobrar aquilo que realmente é importante. Não se importar com as cobranças alheias. Esforçar-se, ser o melhor naquilo que faz, e tentar ser o melhor que puder sempre. Assim você escapa do círculo do ódio, certo?
ERRADO. Você não escapa. Você apenas vai contra ele. Você apenas acredita em seus sonhos e tenta reavivar o dos outros. As vezes consegue, geralmente não. Mas você não sai dele. Você luta contra ele. E para isso, deve estar totalmente dentro dele. Sim, meus caros... não há saída. Mas relaxe, isso tudo tem nome: sociedade. Bem vindo ao mundo da hipocrisia, cobranças e desilusões. E acredite, caso resolva seguir o caminho contrário, bem vindo. Você estará fazendo algo nobre, grandioso. Mas não espere recompensa. Não espere um sentimento bom que te dará forças. Apenas sorria puramente enquanto puder...
Pois a vida não será nem um pouco boa com você. *apaga cigarro, coloca Suede - Trash dá um sorriso amargo e com olhar vazio vai andar pela garoa que cai. Pois a melancolia nunca vai embora...*

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:: Sexta-feira, Setembro 17, 2004 ::
*acende cigarro* Dizem que o paraíso do cínico, é quando tudo dá errado... por esse ângulo minha vida está um Paraíso quase completo. Finalmente a música volta a minha vida. Dessa vez espero que se mantenha por MUITO tempo.
Ultimamente tenho ouvido muito Brit Pop. Bandas que poucos conhecem a fundo... Pulp, London Suede, Verve... como meu irmão chama essas bandas, Brit Fag. E bem... no caso do Pulp e Suede, ele não está errado. Mas foda-se isso. Afinal, o que me diverte e aprecio nessas bandas, são as letras cínicas, maldosas e disparando farpas, as melodias dançantes e de acompanhamento fácil e a postura deles. Totais aberrações para o padrão do mundo, e mesmo assim com uma certeza de serem o que são. Algo que realmente me agrada, pois é da mesma forma que vivo.
Pensando por esse ponto, relendo meus posts, pensando sobre o público cada vez mais distante do que foi originalmente (hoje os conhecidos pasam por ele, mas a grande maioria é de desconhecidos), pensando sobre muitas coisas na vida, resolvi fazer uma apresentação. Ok, ok... esse deveria ser o primeiro post, certo? Pois é... considerando que esse blog existe a alguns anos já, bem... as coisas mudam, pessoas mudam... o que não muda é merda. Literalmente. Mas isso ocorre por outro motivo também... o "slogan" "See ya in the desert skies" foi morto. Sim, senhoras e senhores, ele foi morto. O período de observação às estrelas acabou. (não que eu non continue amando o céu sem estrelas) Como disse, TUDO TEM QUE MUDAR e a hora chegou. Esperem ansiosamente pelas minhas últimas palavras... heh. *aumenta o som de London Suede - Picnic by the motor way*

Olá. Meu nome é Ingo Siegfried Kanegae Kohlmann. Sim, o nome é estranho. Assim como eu. Filho de pai alemão e mãe japonesa. Sim, sou loiro, mas felizmente anos tingindo o cabelo e sem tomar sol o deixaram castanho escuro. Infelizmente um pouco de sol sobre eles podem deixá-los com impressões de serem desde ruivos até loiro claro. Orelha esquerda furada. Cinco vezes. Corrente também de prata. Pequeno Ankh pendurado. Sim, somente uso prata. Outros metais me incomodam a pele, ou detesto a sua coloração. Odeio ouro. Outros detalhes físicos? Hum... magro. Porém musculoso. Cabelo longo, até o final das costas. Miope, portanto sempre de óculos. Geralmente (quando possível na verdade) de óculos escuros, motivo: hipersensibilidade da retina em nível médio. Luz muito forte, principalmente natural, me fere MUITO os olhos. Porém recebo visão noturna muito mais acurada do que o normal. Sim, mais aberrações, número de bastonetes na retina é muito maior do que o normal. Também detenho um certo faro. Sim, como o de um animal. Sim, sou um pouco animalesco nos sentidos. Língua muito longa. Ah, e óbvio. Cigarro no canto da boca. Hã, bem... ele se mantém a tanto tempo ali que é quase um prolongamento do corpo. E o eterno e horrendo fator de cura. (horrendo pois com o tempo minhas cicatrizes desaparecem e dificultam enormemente a minha capacidade de ficar bêbado.)
Hum... dados psicológicos. Naturalmente bem-humorado, pois não gosto de descontar meus problemas sobre os outros. Poucos problemas na vida também me levam a tentar ajudar as pessoas ao meu redor, e o faço para matar o tempo. Porém levo o assunto muito a sério. Paciente ao extremo, porém de pavio extremamente curto. Pouco adepto da violência: me humilhem, riam de mim, cuspam na minha cara, não me importo. Levante a mão contra algum amigo/a, tente ferir uma criança, mulher ou animal na minha frente, e você é um homem morto (ou quase) em questão de segundos. Segundos MESMO. Compulsivo por conversas. Incapaz de conseguir paz. Não por falta de tentar, mas sim pois minha própria natureza impedir-me de conseguir fazê-lo. Totalmente deslocado no tempo/espaço. Não sou um homem de meu tempo. Educado, cavalheiresco, apto a conversar desde um prêmio Nobel até um gari tomando cafézinho. Não me sinto pertencente a lugar algum. Um bom tanto misterioso, mas capaz de te contar milhões de histórias, e mesmo assim, não todas. Apesar de sempre acompanhado, sempre solitário. E detenho uma faceta extremamente sombria: sádico em nível obceno, incapaz de sentir culpa ou remorso, e que na verdade se delicia durante uma briga de morte, sendo capaz d gargalhar enquanto espanca alguém. Porém, um nobre, como já dito anteriormente.
Psicológicamente estável. Diversos psiquiatras e psicólogos afirmam que não preciso de tratamento, pois além de deter um firmeza hérculea sobre meus ideais romanticos, sou capaz perfeitamente de viver e realizar coisas a parte dele. Apesar do inferno de vida que teve desde a infância, soube superar e driblar os problemas que teve. Único problema existente: CMP controlado e ancorado em uma única personalidade.
Emocionalmente... bem, sou um homem capaz de chorar vendo a morte do Bambi, gargalhar enquanto vê Faces da Morte (original), porém muito raramente choro na vida real. Enfureço-me raramente. E quando o faço, corram. Apto a frenesis onde destruo tudo ao redor. Contenho literalmente um animal selvagem dentro de mim.
Trabalhei das mais diversas funções: barman, striper, hitman à contador, auxiliar de advocacia, professor. A última opção é a minha profissão. A facilidade que tenho em escrever e me expressar, assim como a imaginação um pouco deturpada, também me inclinam à ser um escritor. A mesma coisa, mais o plus de sensibilidade e pensamento diferenciado me levam a ser um artista plástico elogiado por alguns trabalhos.
Sonhos? Muitos. Diversos. Luto por eles. Sempre. O meu e o de outros.
Fé? Arcaica. Uma religião de diversos deuses, não nego à nenhum. Assim como não sirvo à nenhum. Faço o melhor que posso, por mim e por todos. Acredito que a humanidade só voltará a ser feliz quando pudermos voltar a sonhar sem amarras.
Desejo? Nada. Não acredito em caminhos mais fáceis. Prefiro sempre os mais difíceis.
Ambição? Nula praticamente.
Morte? Não tenho medo. Nem de nada. Quando o tiverm farei o que sempre fiz: encarar de frente e sobrepujá-lo.
Anseio? Compreensão. Pois nunca tive, e acredito não ter nunca.
Nada mais a acrescentar. Há não ser por palavras de amigos... dizem que sou a pessoa mais doce do mundo. Que sou o melhor amigo que se pode ter. Que sou um amor...
Enfim, é isso. Nada a mais, nada a menos. Apenas um homem na multidão, lutando contra a maré de pessoas... *apaga cigarro, cantarola "Bittersweet symphony", por uma questão de auto-afirmação, enquanto vai andando em direção ao nada e além...*

Maybe it's my kookiness... Such a lovely day, huh?
:: Quarta-feira, Setembro 01, 2004 ::
*acende cigarro* Pra começar, minha vida está um inferno. Quem me conhece, (ou quiser surgir no icq ou msn, tá ai do lado) converse. Quem não me conhece, morra de dúvidas. Primeiro ponto de espanto: depois de tanto tempo de existência, esse troço resolveu ficar movimentado? 11 comments? Ao menos é bom saber que minhas palavras atingem as pessoas, é um certo reconhecimento. Segundo, deuses... o que há com meu blog que conta uma presença esmagadora de mulheres? Sinceramente, prefiro esquecer meu ego, e me ater ao que interessa. E cada vez mais as coisas ficam interessantes.
Acredito não ser nenhum segredo que sou um ser que gosta de andar no fio da navalha. Ao mesmo tempo em que muitos me conhecem por gentil, sou cruel. Ao mesmo tempo em que ofereço a mão, treino para ser capaz de quebrá-la em 10 lugares diferentes. Isso entre muitos outros motivos me levam a ser, em minha opnião, uma causa perdida. Por que uma causa perdida? Como já resmunguei por aqui, sou uma pessoa má, porém bondosa. Como um amigo diz, "existem males que vem pra bem... Mas iso aparte, bem... muitos de meus amigos me elogiam. Muito até em minha opnião. Meus próprios inimigos dão o braço a torcer e elogiam. O suficiente, em minha opnião. Minha Cereja elogia. Mas sabe, eu sempre acreditei que certas coisas não podem ser tão "perfeitas" assim. O que me leva novamente a questão de ser ou não um ser "real".
Afinal, se sou sempre tão incomprendido, que realmente não vejo um lugar para mim aqui. Ninguém consegue aceitar plenamente que não acredito e não utilizo o sistema moral de "certo e errado". Menos ainda essa minha "insistência infantil de acreditar e lutar por sonhos". Pois é... sonhar. Talvez minha existência tenha fundamento no imaginário popular, no inconsciente coletivo como já tive dúvidas. Porém, após ler "Changeling: the Dreaming" (e um parenteses apenas para dizer um belo FODA-SE para os que cogitarem que estou sendo influênciado pelo "rpg maligno".) surgiu uma nova dúvida que destrói o argumento que findou essa dúvida. Meu irmão me disse "oras se você não existe, não é possível ter uma crise existêncial... O ponto é: se eu for um ser quimérico, eu existiria. Porém somente para aqueles que acreditam em mim. E dessa forma, teria uma possibilidade de uma criatura parcialmente existente ter uma crise existêncial,capicci?
Sim, sim... é particularmente interessante se indagar se realmente existimos, assim como acaba levando a um policiamento ainda maior em relação a vida e seus atos. Ou a uma extrapolação em busca de se tornar apenas um sonho em um mundo onde os sonhos devem ser pré-fabricados...
Um pouco de Glamour para vocês, e que as Pessoas Outonais não consigam destruir a magia que existe em você. E façam um favor ao mundo e matem uma wicca... (ai ai... posso estudar, trabalhar, aplicar conhecimentos ocultistas, mas me recuso a aceitar que colocar um pentagrama no pescoço e fazer um "cozido rústico" possa ser comparado a anos de aprimoramentos para coisas, mais... hum... reais? hehehehe) *apaga o cigarro na palma da mão, sem deixar marcas, dá um sorriso cínico e se retira ouvindo Beck - Lost Cause............................... e pensando seriamente em buscar um novo mote para encerrar meus posts.*

See ya in the desert skies
:: Quinta-feira, Agosto 12, 2004 ::
*acende cigarro, ouvindo a trilha sonora de FLCL* Pois bem senhoras e senhores leitores. 23 anos. Um dia. Apenas mais um dia na vida. Porém, como de costume, meu aniversários são eventos negros. Péssimos. E nesse ano, apesar de ter encontrado a mulher de minha vida, minha Cereja, houveram eventos muito negros. Os amigos sabem. Traições, pessoas tidas como confiáveis se mostrando mesquinhas e repulsivas. Dogville.A natureza humana é muito, muito fraca. Porém algumas pessoas conseguem superar tal condição miserável. Meus filhos, irmãos, amigos, velhos ou novos, são pessoas das quais me orgulho de ter ao meu lado. Dos filhos, temos muitos dos quais me orgulho: João, Milho, Priori, Aroldo, etc. Dos irmãos, entre os muitos, os que se destacam: André, Fernando vulgo Lekabel, César vulgo Alpha, Alexandre, Michel, etc. Dos amigos, velhos ou novos temos os quais me orgulho: Douglas, Di vulgo Dielise Pro-anna, Japa, etc. Para não parecer sexista, também temos, na mesma ordem respectiva: Andréia, Márcia vulgo Demona, Simone, Mariana vulgo Magrela (XD), Daniela, Patrícia... são tantas as pessoas. São tais pessoas que eu tenho orgulho de chamar de família. Somos a Família. Todos esses citados, e muitos outros, são integrantes dela. Pessoas que amo. E fodam-se os que me chamarem de frouxo. Pois a verdade meus caros, é simples: não confie em seu sangue. Não confie em algo que é imposto como obrigatório. Os verdadeiros laços familiares são aqueles que são oferecidos espontâneamente. Digo pela experiência de ter sido apunhalado nas costas diversas vezes.
Mudando o assunto em um ângulo de 180 graus... Algo que muitos, inclusive a própria deve estranhar, é a presença da srta. Dielise Pró-anna. Provavelmente ela própria estranhará. É jovem, inteligente, porém se auto-menospreza. E sim, como ela própria já disse, é anoréxica, ou como digo, está anoréxica. Fato pelo qual falo com um certo orgulho, pois ela se dispõe a se mostrar como é. Sem reservas. Mostrando os próprios defeitos, e inseguranças, como eu me mostro. Tanto que ela mereceu o direito de estar ali ao lado. E muitos provavelmente irão estranhar, até mesmo atacar. Nas palavras iniciais desse blog, fodam-se. Sim, sou pró-anna. Sim, sei o que é passar mal por fome, desmaiar e o cabelo cair. No meu caso, não foi por opção. Mas anoréxicas que se dispoem a tal situação voluntáriamente, não as culpo. Culpo essa sociedade. Mas também não vou fazer discursos defendendo a anorexia. Muitas/os deles, já escreveram textos fantásticos defendendo sua posição. Inclusive a Dielise.
O ponto crucial do post é o mesmo de todos os outros: a sociedade. Mas dessa vez, não algo velado e inerente, escondido nas entrelinhas. Dessa vez é escancarado. Certos acontecimentos me levaram a questionar minha relação com a sociedade. Um relacionamento profundo e inerente à ambos. Valores? Não. Essência. A Essência de minha existência. Liberdade. Liberdade para todos. O que ela me responde com: Liberdade. Dentro dos meus moldes.
A questão? Viver com medo, seja de se ferir, de não aceitação, milhares deles, OU Viver sem medo, se ferindo, não sendo aceito, milhares deles. A sociedade, e seus protetores máximos, os psicólogos, são a mais plena encarnação da sociedade. Um psicólogo, essêncialmente lida com as emoções de uma pessoa... Porém, o faz de maneira lógica. Preferem que você se adeque do que você ser o que é. É mais racional se adequar do que lutar a vida toda. Porém, não é o melhor. Prefiro viver deslocado, me ferindo, pondo a mim mesmo em risco, do que viver enjaulado dentro das grades do medo. O medo foi necessário para a evolução. Não o questiono. Mas como sempre digo, uma hora todos DEVEM superar os pais. E se o nosso "pai evolucionário" foi o medo, acredito que já está mais do que na hora de superarmos os primatas. Pois um primata não arrisca a vida por outra pessoa. Nem por seu próprio filhote. "Mas mães defendem seus filhotes". Sim, mas no reino animal, você jamais verá uma mãe sacrificar a sua vida por seus filhos. O ser humano, apesar de falho, raramente o faz realmente. Porém, exceções como eu arriscaria a vida por qualquer um dos acima citados. Sem pestanejar ou ponderar. Posso ser louco. Não me importo. Em si, como a Alpha me disse a pouco, sou um romântico vivendo no mundo capitalista. Ou como eu próprio adimito em meus nicks: um Swashbuckler. Um "LoneSmoker" em apologia velada ao Lone Strider, O Cavaleiro Solitário.
Porém meu queridos e caros leitores/as... não se enganem jamais comigo. Sou Mal por natureza, porém sou bondoso. *apaga cigarro, cantarolando a música-tema do episódio final de FLCL, Furi Kuri, como quiserem...*

See ya in the desert skies
: Sexta-feira, Agosto 06, 2004 ::
*acende cigarro, joga os rascunhos dos livros pra um canto, empurra o Proust pro outro, tira da frente as fotos delíciosas da Grécia da última National Geografic, e por fim bate a cinza* Olá sras. e srs. Como podem ver, escrever não é algo tão simples como a maior parte da população acredita. Um escritor não é um vagabundo que passa o dia à toa. Não mesmo. *aumenta o som: Blur - There´s no other way* E tudo isso, sem contar problemas básicos: procurar emprego, mandar currículos, caçar o maldito mestrado, ver se encontra um estágio para cumprir as últimas horas, minha Cereja e os rolos todos. Heh... e lendo Proust. Mais uma vez.
Quem acreditou que irei falar de madelleines, esqueçam. Até aceito um chá, mas elas sempre grudam no céu de minha boca, como pipoca, mas dela eu gosto. Pois bem, o que o seu cínico/andarilho/etc. vem comentar?
Com a missão de voltar a escrever, e diga-se voltar a escrever E rever o q foi escrito, acabei batendo em um pequeno ponto interessante... e que já dei uma cutucada antes... o que leva alguém a escrever? *Daftpunk - Harder Better Faster Stronger*
Muitos escrevem para desabafar. Nas palavras do grande Rilke: "Pergunte a si mesmo se é capaz de ficar sem escrever um dia sequer. Se a resposta for sim, não aventure-se." não me recordo se essas são as palavras exatas, mas seu sentido é mais forte. Rilke escrevia por que não conseguia manter aquelas palavras dentro de si mesmo. Por que não conseguia suprimir a angústia e outras emoções de igual força dentro de si. Escrevia, como muitos, para desabafar suas emoções, sendo as mais comuns: angústia, medo e revolta. Muitas e maravilhosas obras da literatura mundial são decorrentes desses escritores. Rilke da angústia, Kafka do medo, Marx da revolta. Muitas vezes meus textos, contos e livros, refletem minhas emoções. Desde minha sombra, negra e podrem recheada de pecados, até minha pureza, quase infantil, onde o mundo todo poderia ser resolvido em um pouco mais de humanidade da parte dos humanos... recheando tudo, são minhas emoções que me impulsionam na vida. Mas seria essa a motivação principal de meus escritos? Não. Talvez terciária... *Cazuza - Exagerado*
Outros escrevem para refletirem sobre suas vidas, seu mundo. Auto-conhecimento. De si e de sua própria época. Eles escrevem, pois como Proust já disse: "A minha obra é a reflexão não só de minha vida, mas principalmente de meu tempo. Minhas memórias, emoções, ações só o foram, porque foram no meu tempo." Sim. As palavras de Proust ressoam em minha mente. Quando olho o mundo ao meu redor, olho com diversos olhares simultâneos. Desde a fera assassina q reside dentro de meu peito, que observa possíveis inimigos, rotas de ataque, locais que garantiriam segurança contra muitos oponentes; do andarilho urbano que vê maravilhado as milhares de opções à frente de seus pés; o fotógrafo que caça momentos únicos; e o escritor. Talvez o escritor seja um dos mais fortes. Pois ao observar meus arredores, vejo a indiferença para com os outros, o desprezo, o medo estampado nos olhos... enquanto que luto como indivíduo para não me submeter a tais emoções, o escritor as observa, registra, e absorve para escancarar com palavras a sociedade que o formou. Mas seria a reflexão do ato de escrever que me leva a tal? Não. Talvez terciária, secundária até. *Flock of Seaguls - I ran*
Agora MUITOS escrevem por dinheiro e fama (alguns até ganham cadeiras na Academia de Letras... só magia para tal, na certa.) Ambicionam moldar o mundo, enriquecer no processo. Essa corrupção que a fama trás corrompe muitos (certo baiano muito Amado que o diga) e transformam suas obras em tiragens em série, perdendo o estilo que certo português Nobel cisma em manter, apesar de parecer tiragem. Porém, há algo de bom nessa podridão: eles querem mudar o modo como as pessoas pensam. Muitos casos isso é desprezível. Porém, certo Saramago tenta trazer mais sensibilidade ao mundo, assim como certo Calvino tenta trazer um pouco de magia. Nesse caso tal ambição, quando não corrompida pelo poder, é louvável. Mas com certeza não são os holofotes que me chamam. E sim, tentar mudar a forma com que as pessoas pensam, trazendo um pouco de magia, questionamento e sensibilidade. Talvez... talvez seja isso que me impulsiona. Secundário, e talvez principal. *Desireless - Voyage Voyage*
Mas talvez, no fundo de meu ser, eu saiba o porque. Saiba o que me leva a ir por esse caminho sofrido e duro. Sim... se resume em uma palavra: SUPERAÇÃO. Os milhares de obstáculos, a enorme possibilidade de não conseguir atingir as pessoas, o possível fracasso. E não só isso, escrever algo pelo qual eu mesmo aceitasse pagar para ler. Algo que prenda a atenção, que te force a lutar contra o sono. Que te faça se espremer no ônibus, apenas para se deleitar com aquelas palavras doces, amargas ou sombrias. Como certo criador de sonhos diz " Eu escrevo para mim mesmo. Dane-se se gostam ou não. EU gosto." E digo amém a essas palavras, acreditando que existe uma possibilidade mínima de trabalhar com ele. Essa luta Vertiginosa, em que nos esforçamos a espremer nosso mundo interior e dele arrancar uma beleza, uma dor, um prazer somente nosso, e dividí-lo com outros, em menor dose, é isso certamente que me move. Esse desejo de que as pessoas tenham o mesmo prazer que tenho quando folheio meus manuscritos e impressões. Certamente é isso. É essa a razão pela qual vocês estão aqui, a ler. E eu a escrever. *Pixies - Where is my mind*
Portanto, que se algum pretenso escritor passar seus olhos por essas linhas, onde esse mero cínico e pretenso escritor também discorreu acerca do que me impulsiona, pergunte a si mesmo o porque de seu desejo. E se você não quiser ceder aos fracassos, aceitá-los, e como um certo Provocador diz AME seu fracasso! É dele que você arranca seu melhor logo depois! Fracasse! Fracasse e se fortaleça com isso! E que os deuses protejam sua obra. Porque por mim, eles que cuidem da sua. Eu cuido da minha. *apaga cigarro, sorri ao ouvir Freddie Mercury - Linvin' on my own, dá um leve toque nos óculos e sorri*

See ya in the desert skies
:: Terça-feira, Junho 22, 2004 ::
*acende cigarro* Em primeiro lugar, nossa, wow, incrível. Dois comments. É acho que a maioria das pessoas acha que ou eu morri, ou esse blog morreu. Mas tirando a ofensa ao meu ego, vamos ao que interessa...
Nem sei por onde começar... é, acho que enferrujei. Nunca chafurde em uma pesquisa se quiser se manter como escritor ativo. Ela pode arruinar sua carreira, ou te arrastar para o mundo infernal da escrita estritamente acadêmica. E antes de começar a escrever, passando pelos indicados, pensei: o que diabos o Bloggerman tem na cabeça para indicar um monte de lixo de adolescentes? Nunca se sabe o que se passa naquela mente... mas voltando às reclamações sobre literatura... mais um Bloomsday. E o mais importante, já que é o centenário do mesmo.
Como estava conversando com uma certa Cereja, certo, Joyce é maravilhoso. Um escritor realmente fenomenal. Ulisses realmente marcou a literatura. Mas sinceridade, quem em sã consciencia tem saco de ler Ulisses ou pior, Finnegan´s Wake sem pular páginas, realmente tentando acompanhar a história? Joyce mesmo afirmava que lotava seus livros dessas dificuldades para "que os críticos tentassem decifrá-las" em suas próprias palavras. Ok, certo, o cara era genial. Assim como muitos outros. O problema é: a quanto tempo não surge um novo escritor de talento por aí? Qual o último escritor recente/novo que realmente mereceu louros? Corrigindo, a quanto tempo que simplesmente não surge algo novo realmente interessante?
Bem, eu acredito que há um certo tempo nada surge de novo. De interessante então, putz... Por que?
Há muitos fatos que poderiamos analisar... primeiro a famosa calmaria do começo de século. O fim do século (no caso milênio) sempre marca um clima de total falta de esperança entre outras pequenas coisinhas. E por consequência, o começo também é sempre marcado por um tédio intelectual. E geralmente uma guerra. Bem, sob certos aspectos, já tivemos ambos. E aí? Não sei. Nunca se sabe o que faz com que essa recesão intelectual acabe. Teremos uma Terceira Guerra Mundial? Duvido. Acredito mais que os EUA continuem com sua ignorância e acabem re-elegendo o Grande Asno. E com isso a merda piora, ou melhor, se mantém.
Ou talvez ele não se reeleja, e o próximo seja algo como um Clinton da vida. Bah, também duvido. Assim como também não esperava muito do PT no governo. Em si, não faço idéia do que acabe com isso. Talvez surjam vanguardas artísticas e literárias que influenciem o mundo. Bah, também não acredito mais em vanguardas.
Nas palavras de Woody Allen, "Deus está morto, assim como Carl Marx." Ou seja, não existe mais nada. As ideologias morreram a pelo menos uns 15 anos. Não surgiu nada novo. O mais provavel é que a mediocridade continue.
Afinal, vocês esperavam o que? Que eu dissesse que há esperança? *apaga cigarro*

See ya in the desert skies
:: Terça-feira, Junho 15, 2004 ::
*Um daqueles Taz que a AOL dava a um bom tempo atrás, com os olhos arrancados e custurados surge no meio do blog e começa a falar, após um breve pigarro* SENHORAS E SENHORES COM UM PRAZER INDESCRITÍVEL AVISO-OS QUE ELE ESTÁ AQUI COMIGO, APÓS UM LONGO TEMPO AFASTADO DEVIDO A SUA ExAUSTIVA TESE DE CONCLUSÃO DE CURSO, RETORNOU!!
O SEU, O MEU, O NOSSO: INGO SIEGFRIED!!!!!!!!!
*aplausos dados pelo Taz-de olhos costurados. O vulto surge vestido com sua camisa vermelho-sangue preferida e ACENDE UM CIGARRO!!!!*

Bem, bem, bem. Olá velhos leitores, se é verdade que alguém REALMENTE lê isso. Afinal, são posts monstros, cheios do mais puro cinismo, sarcasmo, olhares de escárnio e muita, muita fumaça. Pois bem, vocês conheceram o Taz-de-olhos-costurados, o guardião do meu computador sado-maso. De certa forma esse post é uma nova apresentação. Afinal de contas, quem vos fala agora é um professor formado, com uma tese bem argumentada e elogiada, e que pode surgir na sua escola no começo do ano que vem. Ah, também sou um homem particularmente feliz, com minha Cereja, amada, idolatrada, alvo de todo meu amor, paixão e tesão. E em breve um homem com 3 tatoos. E devo admitir, após essa empreitada insana, um BOM tanto mais excêntrico. (Quantas pessoas você conhecem que tatuariam um cigarro na nuca? Ou que gostam de pôr um Taz cego em cima da cabeça ou ombro? Certo... essas são algumas das excêntricidades que tenho.) Ou seja, sou um novo homem. Diferente. Nas palavras de Daft PunkHarder, better, faster, stronger. (Os treinos q o Sr. Lee ensina no seu livro são maravilhosos...)
Apesar de tudo, ainda mantenho alguns pequenos fatos... outra amiga morreu. Realmente meus amigos não tem uma vida muito longa... ao menos ela é agradável e divertida... heh.
Considerando todas as melhorias de qualidade de vida (menos stress, mulher fantástica ao lado, filhos e irmãos bem, mais saudável) o cinismo, sarcasmo e tudo aquilo que eu sei que vocês amam, afinal se vocês voltam para ler mais de uma vez é porque amam isso, é puro charme de um velho que nasceu novo demais para o corpo até que novo que tem.
Portanto aqui me despeço. Com promessa de que em breve, no mais tardar dois ou três dias, vocês terão todo o sarcasmo, cinismo e cigarros que vocês tanto apreciam aqui, em mais um comentário sobre a vida desse anjo caído e dançarino que vos fala.
Quer dançar? *apaga cigarro, dá um chute alto e continua dançando ouvindo a já citada música do Daft Punk, uma leve requebrada de cintura enquanto se retira*

See ya in the desert skies


*Taz Cego se levantae diz*
The Fallen Angel has left the building.
:: Segunda-feira, Março 29, 2004 ::
*acende cigarro* Incrível... às vezes não há como não traçar um perfil parecido entre certa personagem chamado John Constantine e eu. Vejamos, ele tem uma vida extremamente fudida, apesar de não querer; vive enfiado em problemas, os quais raramente são dele; sua família parece normal, mas é incrívelment estranha; mexe com ocultismo de forma particular; e como diz o velho Chaz:Porra John você não consegue nem manter seus amigos vivos??? Pois é. Soube recentemente que mais um velho amigo, o Bola, falesceu. Pois é... e antes que eu começe com minhas reticências exageradas de sempre, friso aqui: não, não terminei com minha Cereja, nãopretendo fazê-lo, e sim, tudo de certa forma se arrumou. Não que a família dela morreu, quero dizer parou de implicar comigo. Mas que simplesmente arranjamos uma forma de nos ver, o que realmente me alivia a vida. Faculdade também serve pra isso...
Pois bem, muita gente estranha como tanta gente como apesar de tudo, a morte de meus amigos não me afeta tanto. Não, não quer dizer que estou pouco me fudendo para eles. Apenas sigo um preceito da minha religião: não vou ficar lastimando o ocorrido. Foi-se. Afinal, o que prefere? Ficar se lastimando, chorando sobre o cadáver dele, ou seguir em frente, sabendo quais de suas decisões ele gostaria, quais ele aprovaria e quais não? Prefiro a segunda. Todos que passam por minha vida, acabo de certa forma "assimilando". Por que? Porque meus amigos no geral, tem uma intimidade tão grande comigo, sabemos tanto um sobre o outro que não há necessidade de se ver. Sei como eles agiriam, sei o que falariam. Afinal de contas, somos amigos.
Não que não precise vê-los, ou não sinta sua falta. Não sinto falta por um desvio comportamental. Mas não quer dizer que não tenha prazer em reve-los, que não sofra um pouco por não estarem vivos. Apenas sei que estão bem. Não estão sofrendo. E que talvez estejam em algum lugar mais agradável, como Paradisia, Inferno (porque não creio no inferno cristão), Arcádia, Nod, ou outros lugares agradáveis... afinal, nossa passagem aqui, não é permanente, nem é obrigatória. Passamos aqui para ajudar pessoas, aprender, evoluir, e blablablá. Assim como podemos fazê-lo em qualquer outro plano.
Mas algumas pessoas nos marcam. Nos ferem, ou curam, ou ajudam, ou etc, tanto, que não podemos deixar de chorar um pouco. Não é o caso do Bola. Apesar de conhecer pouquíssimas pessoas que jogassem RPG tão bem, fossem tão engraçadas, e aguentasse tanta cerveja, não éramos o que chamamos de "chegados". Nos viamos pouco, mas quando o fazíamos, riamos muito, nos divertíamos. Nunca contei problemas meus para ele, nem ele para mim. Não que não nos imortasse, mas que apenas por nos vermos tão pouco, não queríamos estragar o momento.
Diferente de outros, como por exemplo o velho Alpha. O qual se ver mais de 5 vezes num ano, é milagre. O bom Alphinha, é uma pessoa calma e gentil, como poucos que conheço. Ou as porcarias dos meus irmãos (e frizo aqui que também não sou nada que preste) que vejo alguns com mais frequência e outros nem tanto, mas sempre estão em meu coração. Meus amados filhotes, minhas velhas amigas e amigos, algumas poucas ex, que conto no dedo quantas realmente me importaram, e atualmente, acima de todos, minha Cereja.
Emfim, perdi mais um amigo. Tenho mais amigos mortos do que minha mãe conseguiu juntar em seus 64 anos de vida. Mundo diferente e violento? Não creio. Apenas que eles completaram seus ciclos por aqui de maneira mais curta. E em alguns casos, de maneira meteórica. Como o meu pai, o velho Tchello. Que hoje em dia sou mais velho do que ele em sua morte. A perda em si, dói, mas não quer dizer que devamos sentar e lastimar. Apenas que devemos seguir em frente. E eventualmente sorrindo. Ou chorando, ou qualquer outra coisa. Afinal de contas, a vida é isso. Alegria, tristeza, prazer e dor. A proporção pode ser diferente, mas todos nós temos um pouco em nossas vidas.
Portanto sorria, dê o seu melhor. Afinal, deixar sua marca nas pessoas é difícil, mas não imposível. *apaga cigarro, dá um sorriso e põe a abertura de Hellsing para tocar, enquanto acende outro cigarro e toma um bom tanto de Fanta Citrus, enquanto continua se matando com a monografia*

See ya in the desert skies