quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Vício?

*acende cigarro*
Existem coisas na vida que não existe volta. Pontos de sua vida onde tudo muda.
O primeiro beijo. O primeiro porre. O primeiro cigarro.
A primeira vez que você feriu alguém. A primeira vez que você quebrou um coração. A primeira vez em que fez sexo.
São pontos que definem quem você é.
O cigarro que fumou por curiosidade. Ou para impressionar as pessoas. Ou por insistência de seus amigos.
A sua primeira transa foi com alguém que você não sentia nada. Ou por quem você era apaixonado. Ou porque aconteceu naturalmente.
A primeira vez em que você feriu alguém com os punhos. Ou com palavras. Ou com atitudes.
O ponto é que a primeira vez define muito de si. O que não impede que você acabe fazendo todas as outras.
A diferença é simples. A vida é uma sequência de vícios. Não importa o que você seja. Quem você seja. O vício surge.
Seja o primeiro doce. O primeiro copo de bebida alcoólica. O primeiro beijo.
O vício surge. As endorfinas são liberadas em seu organismo, seja por meio natural ou artificial. O vício dá o primeiro passo para dentro de seu coração.
Não importa o que quer que seja que você diga. Vícios estão em todos os lugares e locais. O vício é sua vida.
Seja "entrar em contato com Deus". Seja beijar alguém que você ame. Seja fazer sexo com um estranho.
O que realmente importa é que é um vício. E todo vício só tende a aumentar.
Com o passar dos anos, surgem os primeiros problemas relacionados ao vício.
Você escolhe amigos de acordo com sua religião. Você tem sua primeira cárie. Você se torna carente. Você começa a fazer sexo com estranhos.
Não importa o quanto tente evitar, isso irá ocorrer. E com o tempo as coisas se aprofundam cada vez mais.
Você sabe o quanto se fere. Mas abraça seu vício com todas as forças. Pois caso contrário, qual o sentido de sua vida?
Obviamente, surgem diversas crenças. Desde a abstinência, até os junkies. Se parar para pensar, você se encontra em algum ponto do meio do caminho entre um ou outro.
O mundo não tem um abstêmio real que seja, pois a própria abstinência se torna um vício.
Como dizem, "não existe uma tortura que seja que não possa se tornar um prazer."

*apaga cigarro*

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